NEOCLASSICISMO
Uma nova tendência
estética predominou nas criações artísticas da Europa entre o final do séc.
XVIII e no início do séc. XIX, trata-se do academicismo ou neoclassicismo, que
expressou valores próprios de uma burguesia fortalecida.
Esse estilo
chamou-se Neoclassicismo porque retomou os princípios da arte da antiguidade
greco-romana a outra denominação – Academicismo – deveu-se ao fato de que as concepções
artísticas do mundo greco-romano tornaram-se conceitos básicos para o ensino das artes nas academias
mantidas pelos governos europeus.
De acordo com a tendência
neoclássica, uma obra só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não
as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e os
renascentistas italianos já haviam criado. Esse trabalho de imitação só era
possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da arte
clássica. Por isso o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de
belas-artes, até serem questionadas pela arte moderna.
ARQUITETURA: Tanto nas construções civis
quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos
greco-romanos ou das edificações do renascimento italiano. Exemplo dessa
arquitetura é a igreja de Santa Genoveva.
PINTURA: A pintura desse período foi
inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista
italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição e da
harmonia do colorido. O maior representante da pintura neoclássica é sem dúvida
Jacques Louis David (1748-1825). Suas obras geralmente expressavam um vibrante
realismo mas algumas delas exprimem fortes emoções, como é o caso do quadro que
retrata a morte de seu amigo Marat.
ROMANTISMO
O séc. XIX foi
agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas pela
revolução industrial, e pela revolução francesa no final do séc. XVIII. Por isso
quando estudamos a arte do séc. XIX, entramos em contato com movimentos artísticos
muito diferentes como é o caso do Romantismo, do Realismo, do Impressionismo,
do Pós-Impressionismo. Dentro desses movimentos artísticos o primeiro que vamos
estudar é o romantismo, que se caracteriza como uma reação ao Neoclassicismo do
séc. XVIII e historicamente situa-se entre 1820 e 1850.
Enquanto os
artistas Neoclássicos voltavam-se para a imitação da arte greco-romana e dos
mestres do renascimento italiano, submetendo-se às regras determinadas pelas
escolas de belas-artes, os românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas
em favor da livre expressão da personalidade do artista. Assim de modo geral,
podemos afirmar que a característica mais marcante do Romantismo é a
valorização dos sentimentos e da imaginação como princípios da criação artística.
Ao lado dessas características mais gerais, outros valores compuseram a
estética romântica, tais como o sentimento do presente, o nacionalismo e a
valorização da natureza.
PINTURA: Ao negar a estética
neoclássica, a pintura romântica aproxima-se das formas barrocas. Outro elemento
que podemos observar nos quadros românticos é a composição em diagonal, que
sugere instabilidade e dinamismo. A cor é novamente valorizada e os contrastes
de claro-escuro reaparecem, produzindo efeito de dramaticidade.
Quanto aos temas,
os fatos reais da história nacional e contemporânea despertaram maior interesse
dos artistas dos que os da mitologia greco-romana. A natureza ganha
importância, deixa de ser apenas pano de fundo e passa a ser tema da pintura.
REALISMO
Entre 1850 e 1900
surge nas artes europeias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética
chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das
sociedades. O homem europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento científico
e a técnica para interpretar e dominar a natureza, convenceu-se de que
precisava ser realista, inclusive em suas criações artística, deixando de lado
as visões subjetivas e emotivas da realidade.
ARQUITETURA: Esses novos ideais estéticos
manifestaram-se em todas as artes. A arquitetura por exemplo, adaptou-se ao
novo contexto social, os arquitetos e engenheiros procuraram responder
adequadamente às novas necessidades urbanas criadas pela industrialização. Elas
precisavam de fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas,
escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.
ESCULTURA: A escultura realista procurou
criar os seres tais como eles são. Além disso escultores preferiam temas
contemporâneos assumindo muitas vezes uma intenção políticas em suas obras. Dentre
os escultores do período realista o que mais se destaca é August Rodin (1840 –
1917).
PINTURA: A pintura realista do século
XIX caracteriza-se sobre tudo pelo princípio de que o artista deve representar
a realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da
natureza. Ao artista não cabe “melhorar” artisticamente a natureza, pois a beleza
está na realidade tal qual ela é. Sua função é apenas revelar os aspectos
mais característicos e expressivos da realidade.
A pintura realista
deixou completamente de lado os temas mitológicos, bíblicos, históricos e
literários, pois o importante é a criação a partir de uma realidade imediata e
não imaginada.
Surge a chamada “pintura
social”, denunciando as injustiças e as imensas desigualdades entre a miséria
dos trabalhadores e a opulência da burguesia.
Dentre os
representantes da pintura realista podemos apontar Courbet , Manet e Millet.
IMPRESSIONISMO
O impressionismo
foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu
início às grandes tendências da arte do séc. XX.
Os pintores
impressionistas procuraram, a partir da observação direta do efeito da luz
solar sobre os objetos, registrar em suas telas as constantes alterações que
essa luz provoca nas cores da natureza.
Havia algumas
considerações gerais que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos
para obter os resultados que caracterizam a pintura impressionista.
- A pintura
deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar
num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente,
dependendo da incidência da luz do sol.
- As figuras
não devem ter contornos nítidos, pois alinha é uma abstração do ser humano para
representar as imagens.
- As sombras
devem ser luminosas e coloridas, tal como a impressão visual que nos causam, e
não escuras e pretas, como os pintores estavam acostumados a representa-las no
passado.
- Os contrastes
de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares.
- As cores e
tonalidade não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo
contrário devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. A mistura
deixa de ser técnica para ser optica.
- Temática principal
é a paisagem.
- Perspectiva obtida
pela gradação de tons.
O artista
impressionista centrou-se sobre tudo na paisagem e seu interesse voltou-se para
a natureza. Dessa forma deu pouca importância aos temas sociais.
O movimento
impressionista, que teve sua maior expressão na pintura, também influenciou
alguns escultores, entre eles destacamos Edgar Degas e August Rodin. Nas esculturas
de Rodin a superfície possui ondulações e aspereza que são à obra um aspecto
enrugado, permitindo assim, dependendo da luz que incida sobre ela, constantes
variações de reflexos e sombras.
PÓS-IMPRESSIONISMO
Alguns artistas
consideravam o Impressionismo um estilo superficial que retratava apenas cenas
passageiras e que não dava importância ao sentimento e acontecimentos políticos
e sociais. Outros sentiam-se insatisfeitos e limitados com a técnica
impressionista. Dessa forma, muitas tendências surgiram na pintura no final do
séc. XIX e início do séc. XX, e a essas diversas tendências foi dado o nome de
pós-impressionismo. Alguns artistas que fizeram parte do pós-impressionismo:
Paul Cezanne, Georges Seureat, Van Gogh, Paul Gauguin, Henri Toulouse-Lautrec.
FAUVISMO
A denominação
Fauves (feras) foi criada pelo crítico francês Louis Vauxelles, segundo ele as
obras pareciam pintadas por feras, referindo-se a intensidade das cores puras,
que eram usadas sem mistura de matizes.
Diferentes de
outros movimentos artísticos, o fauvismo não institui regras a serem seguidas,
cada pintor desenvolvia sua técnica com características próprias, tendo,
entretanto, em comum a paixão pela cor e o desejo de trabalhar a natureza com
total liberdade.
Dois princípios regem
esse movimento artístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego
das cores puras. Por isso as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não
representadas realisticamente pelo pintor. Da mesma forma as cores não são as
da realidade. Elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas
puras, tal como estão no tubo de tinta. O pintor não a torna mais suave nem
cria gradações de cores.
É certo que os
fauvistas foram os responsáveis pelo desenvolvimento do gosto pelas cores puras,
que atualmente estão nos inúmeros objetos do nosso cotidiano.
Dos pintores
fauvistas, Matisse, foi sem dúvida a maior expressão. Sua característica mais
forte é a despreocupação com o realismo em relação às formas das figuras quanto
em relação às cores.
Livro: História da Arte
Autora: Graça Proença
Editora: Ática 2ª edição
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AUTOR: CARLA PAULA BRONDI CALABRIA E RAQUEL VALLE MARTINS
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