EXPRESSIONISMO
Este
movimento artístico teve origem em Dresden, Alemanha, entre 1904 e1905, com um
grupo chamado Die Brucke, que em português significa A Ponte.
É
inegável que o Expressionismo foi uma reação ao Impressionismo, já que esse
movimento se preocupou apenas com as sensações de luz e cor, não se importando
com os sentimentos humanos e com a problemática da sociedade moderna. Ao
contrário, o Expressionismo procurou expressar as emoções humanas e interpretar
as angústias que caracterizaram psicologicamente o homem do início do século
XX.
Na
verdade, essa tendência para traduzir em linhas e cores os sentimentos mais
dramáticos do homem já vinha sendo realizado por Van Gogh, que não se
preocupava mais em fixar os efeitos efêmeros da luz solar sobre os seres. Como
vimos , esse artista procurava, através da cor e da deformação proposital da
realidade, fazer com que os seres reais nos revelassem seu mundo interior.
Além
de Van Gogh, o pintor norueguês Edvar Munch (1863-1944) também inspirou o
movimento expressionista. Sua obra O Grito é um exemplo, nela a figura humana
não apresenta sua linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções e a
ênfase para as linhas fortes evidenciam a emoção que o artista procura
expressar.
Os
expressionistas são deformadores sistemáticos da realidade, pois desejam
expressar com a maior veemência possível seu pessimismo em relação ao mundo.
Assim, realizam uma pintura que foge às regras tradicionais de equilíbrio da
composição, da regularidade da forma e da harmonia das cores. Por isso é
considerada por alguns como uma pintura feia. Contribui para essa visão
negativa a amargura com que às vezes o homem e a natureza são retratados.
Esse
clima melancólico e inquietante do expressionismo – historicamente o primeiro
grande movimento da pintura moderna – será muitas vezes abandonado e outras
tantas retomado ao longo deste agitado século XX.
CUBISMO
Historicamente
o cubismo originou-se da obra de Cezane, pois para ele a pintura deveria tratar
as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.
Entretanto,
os cubistas foram mais longe do que Cezane, passaram a representar os objetos
com todas as suas partes um mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e
apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na
verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de
fidelidade com a aparência real das coisas.
Com
o tempo, o cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas Cubismo
analítico e Cubismo sintético. O cubismo analítico foi desenvolvido por Picasso
e Braque, aproximadamente entre 1908 e 1911. Esses artistas trabalharam com
poucas cores – preto, cinza e alguns tons de marrons e ocre – já que o mais
importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados
simultaneamente. Levado às últimas consequências, essa tendência chegou a uma
fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de
qualquer figura nas pinturas cubistas.
Reagindo
à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura, os
cubistas passaram ao Cubismo sintético. Essa tendência procurou tornar
novamente as figuras reconhecíveis. Mas isso não significou o retorno a um
tratamento realista do tema. Foi mantido o modo característico de o cubismo
apresentar simultaneamente as várias dimensões de um objeto.
O
cubismo sintético foi chamado também de colagem porque introduziu letras,
palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e objetos inteiros nas
pinturas. O artista tinha intenção de criar novos efeitos plásticos e de
ultrapassas os limites das sensações visuais, despertando também no observador
as sensações táteis.
ABSTRACIONISMO
A
principal característica da pintura abstrata é a ausência de relação imediata
entre suas formas e cores e as formas e cores de um ser. Por isso, uma tela
abstrata não representa nada da realidade que nos cerca, nem narra figurativamente
alguma cena histórica, literária, religiosa ou mitológica.
Duas
tendências firmaram-se com características mais precisas – abstracionismo
informal e abstracionismo geométrico.
No
abstracionismo informal predominam os sentimentos e emoções. Por isso, as
formas e cores são criadas mais livremente, sugerindo associações com os
elementos da natureza. A obra Impressão. Domingo de Kandinsky, constitui um bom
exemplo dessa tendência.
Já
no abstracionismo geométrico, as formas e as cores devem ser organizadas de tal
maneira que a composição resultante seja apenas expressão de uma concepção
geométrica. As obras do pintor holandês Piet Mondrian são as mais
representativas do abstracionismo geométrico.
FUTURISMO
Na
pintura assim como na literatura, os futuristas – como a própria palavra sugere
– exaltavam o futuro sobretudo a velocidade, que passou a ser conhecida e
admirada a partir da mecanização das indústrias e da crescente complexidade
social que ganharam os grandes centros urbanos.
Para
os pintores ligados ao Futurismo, os outros artistas tinham ainda uma visão
estática da realidade, ignorando o aspecto mais evidente dos novos tempos. O
movimento veloz das máquinas, que provoca a superação do movimento natural.
Em
1910 foi lançado outro manifesto futurista dirigido particularmente à pintura –
para esses artistas não interessava a representação de um corpo em movimento,
mas sim a expressão do próprio movimento. Como pretendiam evitar qualquer
relação com a imobilidade, recusavam toda representação realista e usaram, além
de linhas retas e curva, cores que sugerissem convincentemente a velocidade.
DADAÍSMO
Movimento
literário que deveria expressar suas decepções com o fracasso das ciências, da
religião e da filosofia existentes até então, pois se revelaram incapazes de
evitar a grande destruição da 1ª guerra mundial que assolava toda a Europa.
Esse
movimento foi denominado Dadá, nome escolhido pelo poeta húngaro Tristan Tzara.
Ele abriu um dicionário ao acaso e deixou seu dedo cair sobre uma palavra
qualquer da página. O dedo indicou a palavra “dada”, que na linguagem infantil
francesa significa “cavalo”. Mas isso não tinha a menor importância. Tanto
fazia ser essa ou qualquer outra palavra, pois a arte perdia todo o sentido, já
que a guerra havia instaurado o irracionalismo no continente.
O
Dadaísmo, e principalmente o seu princípio do automatismo psicológico,
propiciou o aparecimento do surrealismo.
SURREALISMO
Na
França, em 1924 o poeta e escritos André Breton (1896-1966) liderou a criação
desse movimento e escreveu o seu 1º manifesto, em que associava a criação
artística ao automatismo psíquico puro. Desta associação resulta que as obras
criadas nada devem à razão, à moral ou à própria preocupação estética.
Portanto, para os surrealistas a obra de arte não é resultado de manifestações
racionais e lógicas do consciente. Ao contrário, são as manifestações do
subconsciente, absurdas, ilógicas como as imagens dos sonhos e das alucinações,
que produzem as criações artísticas mais interessantes.
Às
vezes, as obras surrealistas representam alguns aspectos da realidade com
excesso de realismo. Entretanto, eles aparecem sempre associados às elementos
inexistentes na natureza, criando conjuntos irreais.
Dos
pintores surrealistas, Salvador Dali (1904-1989) é sem dúvida o mais conhecido,
com suas obras A persistência da memória e A Ceia. Ele criou o conceito de
“paranoia crítica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a
vida comum das pessoas.
A
pintura surrealista desenvolveu duas tendências: a figurativa e a abstrata.
Entre os pintores surrealistas de tendência figurativa estão Salvador Dali e
Marc Chagall (1887-1985). Já entre os surrealistas de tendência abstrata estão
Joan Miró (1893-1983) e Mas Ernest(1891-1976).
OP E POP
No
início da segunda metade do século XX, os grandes centros urbanos já estão
recuperados dos danos causados pela 2ª guerra mundial. A indústria tem sua
capacidade de produção redobrada, colocando no mercado artigos que são
largamente consumidos pelos habitantes das cidades, que crescem sem parar.
Foi
dentro desse contexto social que ganharam força dois modos de expressão
artística conhecidos como Op Art e Pop Art. Para o primeiro a arte deveria
simbolizar a possibilidade constante de modificações da realidade em que o homem
vive. Já a Pop art procurava expressar a realidade contemporânea, sobretudo a
cultura da cidade, dominada pela tecnologia industrial.
OP ART
A
expressão “op art” vem do inglês (optical art) e significa “arte optica”. O seu
precursor é Victor Vasarely (1908-1997), criador da plástica do movimento.
As
obras da op art apresentam diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou
coloridas, combinadas de tal modo que provocam no espectador sensações de
movimento. Além disso, se o observador mudar de posição terá a impressão de que
a obra se modifica: os traços se alteram e as figuras se movimentam, formando
um novo conjunto pictórico. Enfim, trata-se de uma arte que, da mesma forma que
a vida contemporânea, está em constante alteração.
POP ART
A
expressão “pop art” também vem do inglês e significa “arte popular”. Esse
movimento artístico apareceu nos Estados Unidos por volta de 1960 e alcançou
extensa repercussão internacional.
A
fonte de inspiração para os artistas ligados a esse movimento era o dia a dia
das grandes cidades norte-americanas, pois sua proposta era romper qualquer
barreira entre a arte e a vida comum. Para a pop art interessam as imagens, o
ambiente, enfim, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros
urbanos. Os recursos expressivos da arte pop são semelhantes aos meios de
comunicação de massa, como o cinema, a publicidade e a TV.
Em
consequência disso, seu temas são os símbolos e os produtos industriais
dirigidos às massas urbanas: lâmpada elétricas, automóveis, sinais de trânsito,
eletrodomésticos, enlatados e até mesmo a imagem das grandes estrelas do cinema
norte americano, que também é consumida em massa nos filmes, nas tevês e nas
revistas. Um exemplo bastante ilustrativo é o trabalho Marilyn Monroe feito por
Andy Warhol (1930-1987).
Nesse
trabalho, realizado a partir de uma fotografia, Andy Warhol reproduz, em
sequência, imagens de Marilyn Monroe que, apesar das variações de cor
permanecem invariáveis.
Com
isso, o artista talvez quisesse mostrar que assim como os objetos são
produzidos em série, os mitos contemporâneos também são manipulados para o
consumo do grande público.
Livro: História da Arte
Autora: Graça Proença
Editora: Ática 2ª edição
Autora: Graça Proença
Editora: Ática 2ª edição
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