ARTE PALEOCRISTÃ
Inicialmente, o culto cristão era proibido
e perseguido pelos romanos, que não permitiam a prática religiosa cristã. Por
esse motivo, as primeiras produções artísticas cristãs foram realizadas nas
paredes das catacumbas, onde os romanos não poderiam vê-las.
A arquitetura atingiu seu auge com a
construção das catacumbas, que eram galerias ou cemitérios subterrâneos
escavados em rochas, lugar de sepultura dos primeiros cristãos. Nas paredes
dessas catacumbas, faziam-se cavidades ou lóculos sobrepostos, onde eram
depositados os cadáveres.
As primeiras manifestações pictóricas
desse período ocorreram justamente nas paredes das catacumbas.
Inicialmente, em função das perseguições
que sofriam os cristãos, as pinturas se limitavam à representação por meio de
símbolos e figuras da cultura pagã, aos quais eram atribuídos novos
significados.
Símbolos conhecidos: a cruz (sacrifício de
Cristo); a palma (martírio); a âncora (salvação); a pomba (Espírito Santo ) e o
peixe (símbolo preferido dos artistas cristãos, pois as letras da palavra
“peixe”, em grego, coincidiam com as iniciais da expressão, “Jesus Cristo,
Filho de Deus, Salvador”).
Com o objetivo de não permitir a
associação com os ídolos pagãos, as estátuas foram banidas das igrejas.
Criavam-se apenas estátuas colossais dos imperadores e relevos históricos em
monumentos triunfais, além da esfinge.
Nesse período, a arte não era executada
por grandes artistas, mas por homens do povo convertido á nova religião.
Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,
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