ARTE ISLAMICA
O Islamismo é a religião formulada por Maomé e que propagou-se a partir da Arábia desde o século VII. Apesar de considerada uma religião sincrética, formada a partir de elementos cristãos e judaícos, na verdade temos uma religião original, que procurou responder aos anceios dos povos daquela região, incorporando principalmete elementos da cultura dos povos beduínos e algumas característica de outras religiões.
Na arte, percebemos tanto as influências dos povos pré-islâmicos, como também de uma nova cultura, forjada com a construção de importantes dinastias, poderosas e vinculadas diretamente ao elemento religioso.
As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente condenado é a idolatria e o culto de imagens.
O termo "arte islâmica", não significa, uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Mas sim uma unidade criativa de arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo.
O crescimento da Arte Muçulmana é um dos mais rápidos progressos jamais registrados pela História. A base da arquitetura islâmica vem da herança mediterrânea praticada por gregos e romanos mesclada à influência do Império Sassânida na Pérsia e, posteriormente da renovação trazida por invasores turcos e mongóis que trouxeram influências novas.
De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade surgiu, de imediato, uma arte rica e variada.
A fórmula desta nova Arte era com alegria modificada e enriquecida pelos diversos povos que faziam parte da Comunidade Islâmica de acordo com os seus gênios nativos e as influências exteriores a que tinham estado sujeitos.
A inteligência abstrata dos homens do deserto encontra a sua expressão nas linhas geométricas do arabesco; os floridos azulejos esmaltados de Isphahan refletem os sonhos poéticos do Iran.
ARQUITETURA
No campo das artes os árabes distinguiram-se principalmente na arquitetura.
Construíram palácios e mesquitas. A principal característica arquitetônica são as numerosas colunas esguias, os arcos em ferradura, cúpulas, decoradas por mosaicos e arabescos.
A construção foi concebida pelos Árabes inserida no espaço circundante, assim também se encontravam dispostas as tendas dos beduínos.
No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma.
A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma.
As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.
Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade.
Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
Com os Turcos e os mongóis, a importância do jardim em relação ao edifício que se erguia no meio dele era acentuada e o grande palácio era preferencialmente construído como um conjunto de pequenos pavilhões dentro de um jardim com uma planta rigorosamente estudada.
Existe uma relação constante entre o meio ambiente natural e o ambiente arquitetado, que se inseria no habitat graças ao caráter marcadamente pictórico (alegre e aberto e não sólido e fechado), por vezes com a ajuda da ornamentação, que pode recobrir todas as superfícies, contribuindo par mascarar a estrutura do edifício sem nunca criar um ponto focal ou centro que chamasse as atenções. Esta tendência para evitar os elementos salientes determinou as ornamentações "de friso contínuo", motivo basilar da arte Islâmica não só na arquitetura, como também em quase em todas as expressões.
A Arquitetura Islâmica pode ser dividida por finalidade em duas categorias: a civil e religiosa.
Ø Religiosa
A arquitetura religiosa é composta no islã por cinco edifícios principais: a Mesquita, o Minarete, a Madrassa, os conventos fortificados e o mausoléu funerário.
As Mesquitas eram utilizadas para diversos outros fins além de reunir os fieis para orações: administração da justiça, ensino, como abrigo para sábios em peregrinação, refugio para os perseguidos. Em muitos casos, de fato, sobretudo nas aldeias, elas eram usadas para hospícios, cozinhas públicas e hospitais.
Ø Civil
O tipo de organização social Islâmica deu lugar a uma série de edifícios com caráter fixo. No que toca à arquitetura civil, os palácios dos soberanos foram construídos inicialmente, na época Omeiade, no deserto, segundo uma planta com pátio interior. Com os Abássidas, vieram a ser construídos nas cidades e foram muitas vezes agregados às Mesquitas, mantendo, geralmente, a planta com pátio interior.
A partir da época Safávida, foram constituídos por uma série de pequenos pavilhões, inseridos num jardim. Outros edifícios civis são os locais de acolhimento para repouso, construídos nos locais de paragem e muitas vezes fortificados, os banhos (hamman), os hospitais públicos (maristan) e os bazares ou mercados cobertos (suq), que eram conjuntos delimitados, contendo também as lojas dos mercadores e que fechavam durante a noite.
É um caso à parte a construção civil Turca, na qual, para enfrentar os terremotos, predominavam as estruturas lineares, em especial nas partes superiores dos edifícios. Tal predomínio é testemunhado com segurança pelo menos desde o século XVIII, quando a madeira tinha vasta utilização também no interior das partes em alvenaria.
As casas de habitação eram, diferentes segundo a localidade, condições climáticas e tradições locais.
PINTURA
A pintura islâmica não foi usada, como no cristianismo, para decorar os edifícios religiosos. Empregava-se unicamente nas residências e alguns prédios públicos. Foram feitos afrescos mas pouca coisa foi conservada até hoje. O estilo é estático e sem profundidade. De fato, a pintura nem de longe tem a importância que se da a caligrafia e a cerâmica.
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