ARTE GÓTICA
Nesse período surgiu uma nova classe
social – a burguesia -, bem como novas formas de religiosidade e nova postura
do homem perante sua relação com a realidade. Essas mudanças acabaram por
incentivar novas formulações estilísticas. Uma nova temática surgiu como
conteúdo emocional, permitindo a identificação dos fiéis para com os
personagens sagrados representados.
A filosofia e a teologia retomaram a busca
pelo conhecimento e pela beleza, e essa passou a ser entendida como um dos
aspectos de bem, contrariando o pensamento anterior, que considerava o mundo
sensível como pecador.
São Tomas de Aquino estabeleceu três
condições para a beleza:
·
Integridade
ou perfeição;
·
Devida
proporção ou harmonia entre as parte e entre o objeto e o espectador;
·
Claridade
ou luminosidade.
A pintura passou a ter como característica
o volume e a profundidade, a pintura mural começou a perder força devido à moda
de tecer tapetes, que já tinha sido iniciada no período anterior. Surgiu também
a pintura em madeira e a técnica de vitral.
Técnica de vitral: era realizada em diferentes etapas. A
primeira era coloriu o vidro, efeito obtido pela adição de diversos produtos
químicos ao vidro derretido. Depois eram feitas as placas de viro. Cada placa,
depois de resfriada, era cortada com pontas de diamantes, seguindo o desenho
previamente determinado para o vitral. A etapa seguinte era pintar os detalhes
das figuras com tinta preta opaca. Depois, todas essas pequenas placas eram
encaixadas umas as outras por uma moldura metálica chamada de “perfil de
chumbo” e, juntas, formavam grandes composições que eram fixadas em aberturas
no interior das catedrais.
“Crer para compreender, compreender para
crer”. Este é o pensamento que melhor resume a estética (estilo) da Idade
Média. O belo só pode ser compreendido com fé e pela fé. Surgiram na
arquitetura enormes janelas tripartidas, vitrais e imensas rosáceas, que vieram
substituir o cheio e o compacto do estilo anterior.
Destacaram-se também as abóbadas de
nervuras e arcos ogivais.
Desde o século XII até o século XV, os
manuscritos ilustrados ganharam forma de expressão artística. A esse trabalho
decorativo chamou-se de iluminura.
Esse trabalho minucioso era realizado por
várias pessoas e dividido em etapas:
1.
a
pele de cordeiros ou de vitelas era curtida de modo especial. Depois desse
processo, essa pele era chamada de velino e usada como papel;
2.
as
folhas do velino eram cortadas no tamanho que o livro teria;
3.
os
copistas transcreviam os textos sobre as páginas, deixando espaços que seriam
preenchidos pelas mãos de hábeis
artistas;
4.
os
artistas preenchiam os espaços deixados pelos copistas com as ilustrações, os
cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto.
Para refletir:
·
Quais
as principais características da arte cristã?
·
A
arte cristã assumiu características estéticas diferentes e subdividiu-se em:
arte paleocristã, arte bizantina, arte românica e arte gótica. Dentre elas,
qual lhe chamou mais atenção? Justifique.
HONÓRIO, Cintia
Maria.
Arte
& caminhos: metodologia: ensino fundamental, 1º ao 5º ano – Curitiba: Base
E
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