domingo, 2 de setembro de 2012

ARTE GÓTICA



ARTE GÓTICA
      Nesse período surgiu uma nova classe social – a burguesia -, bem como novas formas de religiosidade e nova postura do homem perante sua relação com a realidade. Essas mudanças acabaram por incentivar novas formulações estilísticas. Uma nova temática surgiu como conteúdo emocional, permitindo a identificação dos fiéis para com os personagens sagrados representados.
      A filosofia e a teologia retomaram a busca pelo conhecimento e pela beleza, e essa passou a ser entendida como um dos aspectos de bem, contrariando o pensamento anterior, que considerava o mundo sensível como pecador.
      São Tomas de Aquino estabeleceu três condições para a beleza:
·         Integridade ou perfeição;
·         Devida proporção ou harmonia entre as parte e entre o objeto e o  espectador;
·         Claridade ou luminosidade.
      A pintura passou a ter como característica o volume e a profundidade, a pintura mural começou a perder força devido à moda de tecer tapetes, que já tinha sido iniciada no período anterior. Surgiu também a pintura em madeira e a técnica de vitral.
Técnica de vitral: era realizada em diferentes etapas. A primeira era coloriu o vidro, efeito obtido pela adição de diversos produtos químicos ao vidro derretido. Depois eram feitas as placas de viro. Cada placa, depois de resfriada, era cortada com pontas de diamantes, seguindo o desenho previamente determinado para o vitral. A etapa seguinte era pintar os detalhes das figuras com tinta preta opaca. Depois, todas essas pequenas placas eram encaixadas umas as outras por uma moldura metálica chamada de “perfil de chumbo” e, juntas, formavam grandes composições que eram fixadas em aberturas no interior das catedrais.
      “Crer para compreender, compreender para crer”. Este é o pensamento que melhor resume a estética (estilo) da Idade Média. O belo só pode ser compreendido com fé e pela fé. Surgiram na arquitetura enormes janelas tripartidas, vitrais e imensas rosáceas, que vieram substituir o cheio e o compacto do estilo anterior.
      Destacaram-se também as abóbadas de nervuras e arcos ogivais.
      Desde o século XII até o século XV, os manuscritos ilustrados ganharam forma de expressão artística. A esse trabalho decorativo chamou-se de iluminura.
      Esse trabalho minucioso era realizado por várias pessoas e dividido em etapas:
1.    a pele de cordeiros ou de vitelas era curtida de modo especial. Depois desse processo, essa pele era chamada de velino e usada como papel;
2.    as folhas do velino eram cortadas no tamanho que o livro teria;
3.    os copistas transcreviam os textos sobre as páginas, deixando espaços que seriam preenchidos pelas mãos de  hábeis artistas;
4.    os artistas preenchiam os espaços deixados pelos copistas com as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto.

Para refletir:
·         Quais as principais características da arte cristã?
·         A arte cristã assumiu características estéticas diferentes e subdividiu-se em: arte paleocristã, arte bizantina, arte românica e arte gótica. Dentre elas, qual lhe chamou mais atenção? Justifique.

HONÓRIO, Cintia Maria.
            Arte & caminhos: metodologia: ensino fundamental, 1º ao 5º ano – Curitiba: Base E

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