quarta-feira, 12 de setembro de 2012

LINHA DO TEMPO DA ARTE CRISTÃ

IDADE ANTIGA
Séc. I     Arte paleocristã: da pintura das catacumbas a basílicas.

Séc. IV   Arte bizantina:  Arquitetura religiosa monumental, mosaicos grandiosos.

IDADE MÉDIA
Séc. XI   Arte românica:  Reflete o temor a Deus e o respeito à igreja. A escultura torna-se tão importante quanto a arquitetura.

Séc. XII   Arte gótica:  Surge no período em que se estabelecem as fronteiras das nações. As catedrais se erguem por cimade todos os outros edifícios das cidades. A pintura tem como característica o volume e a profundidade. Surgem a pintura mural e a técnica do vitral.

ARTE ISLÂMICA

ARTE ISLAMICA



         O Islamismo é a religião formulada por Maomé e que propagou-se a partir da Arábia desde o século VII. Apesar de considerada uma religião sincrética, formada a partir de elementos cristãos e judaícos, na verdade temos uma religião original, que procurou responder aos anceios dos povos daquela região, incorporando principalmete elementos da cultura dos povos beduínos e algumas característica de outras religiões.
         Na arte, percebemos tanto as influências dos povos pré-islâmicos, como também de uma nova cultura, forjada com a construção de importantes dinastias, poderosas e vinculadas diretamente ao elemento religioso.
         As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente condenado é a idolatria e o culto de imagens.
         O termo  "arte islâmica", não significa,  uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Mas sim uma unidade criativa de arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo.
         O crescimento da Arte Muçulmana é um dos mais rápidos progressos jamais registrados pela História. A base da arquitetura islâmica vem da herança mediterrânea praticada por gregos e romanos mesclada à influência do Império Sassânida na Pérsia e, posteriormente da renovação trazida por invasores turcos e mongóis que trouxeram influências novas.
         De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade surgiu, de imediato, uma arte rica e variada.
         A fórmula desta nova Arte era com alegria modificada e enriquecida pelos diversos povos que faziam parte da Comunidade Islâmica de acordo com os seus gênios nativos e as influências exteriores a que tinham estado sujeitos.
         A inteligência abstrata dos homens do deserto encontra a sua expressão nas linhas geométricas do arabesco; os floridos azulejos esmaltados de Isphahan refletem os sonhos poéticos do Iran.





ARQUITETURA


         No campo das artes os árabes distinguiram-se principalmente na arquitetura.
Construíram palácios e mesquitas. A principal característica  arquitetônica  são as  numerosas colunas  esguias, os  arcos  em ferradura, cúpulas, decoradas por mosaicos e arabescos.
  
         A construção foi concebida pelos Árabes inserida no espaço circundante, assim também se encontravam dispostas as tendas dos beduínos.
         No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
         A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma.
  
         As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.
 
         Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade.
 
         Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
         Com os Turcos e os mongóis, a importância do jardim em relação ao edifício que se erguia no meio dele era acentuada e o grande palácio era preferencialmente construído como um conjunto de pequenos pavilhões dentro de um jardim com uma planta rigorosamente estudada.
  
         Existe uma relação constante entre o meio ambiente natural e o ambiente arquitetado, que se inseria no habitat graças ao caráter marcadamente pictórico (alegre e aberto e não sólido e fechado), por vezes com a ajuda da ornamentação, que pode recobrir todas as superfícies, contribuindo par mascarar a estrutura do edifício sem nunca criar um ponto focal ou centro que chamasse as atenções. Esta tendência para evitar os elementos salientes determinou as ornamentações "de friso contínuo", motivo basilar da arte Islâmica não só na arquitetura, como também em quase em todas as expressões. 

         A Arquitetura Islâmica pode ser dividida por finalidade em duas categorias: a civil e religiosa.


Ø  Religiosa

         A arquitetura religiosa é composta no islã por cinco edifícios principais: a Mesquita, o Minarete, a Madrassa, os conventos fortificados e o mausoléu funerário.
         As Mesquitas eram utilizadas para diversos outros fins além de reunir os fieis para orações: administração da justiça, ensino, como abrigo para sábios em peregrinação, refugio para os perseguidos. Em muitos casos, de fato, sobretudo nas aldeias, elas eram usadas para hospícios, cozinhas públicas e hospitais. 
  
Ø  Civil

         O tipo de organização social Islâmica deu lugar a uma série de edifícios com caráter fixo. No que toca à arquitetura civil, os palácios dos soberanos foram construídos inicialmente, na época Omeiade, no deserto, segundo uma planta com pátio interior. Com os Abássidas, vieram a ser construídos nas cidades e foram muitas vezes agregados às Mesquitas, mantendo, geralmente, a planta com pátio interior.
A partir da época Safávida, foram constituídos por uma série de pequenos pavilhões, inseridos num jardim. Outros edifícios civis são os locais de acolhimento para repouso, construídos nos locais de paragem e muitas vezes fortificados, os banhos (hamman), os hospitais públicos (maristan) e os bazares ou mercados cobertos (suq), que eram conjuntos delimitados, contendo também as lojas dos mercadores e que fechavam durante a noite.
         É um caso à parte a construção civil Turca, na qual, para enfrentar os terremotos, predominavam as estruturas lineares, em especial nas partes superiores dos edifícios. Tal predomínio é testemunhado com segurança pelo menos desde o século XVIII, quando a madeira tinha vasta utilização também no interior das partes em alvenaria. 
         As casas de habitação eram, diferentes segundo a localidade, condições climáticas e tradições locais. 

PINTURA


         A pintura islâmica não foi usada, como no cristianismo, para decorar os edifícios religiosos. Empregava-se unicamente nas residências e alguns prédios públicos. Foram feitos afrescos mas pouca coisa foi conservada até hoje. O estilo é estático e sem profundidade. De fato, a pintura nem de longe tem a importância que se da a caligrafia e a cerâmica.



domingo, 2 de setembro de 2012

ARTE GÓTICA



ARTE GÓTICA
      Nesse período surgiu uma nova classe social – a burguesia -, bem como novas formas de religiosidade e nova postura do homem perante sua relação com a realidade. Essas mudanças acabaram por incentivar novas formulações estilísticas. Uma nova temática surgiu como conteúdo emocional, permitindo a identificação dos fiéis para com os personagens sagrados representados.
      A filosofia e a teologia retomaram a busca pelo conhecimento e pela beleza, e essa passou a ser entendida como um dos aspectos de bem, contrariando o pensamento anterior, que considerava o mundo sensível como pecador.
      São Tomas de Aquino estabeleceu três condições para a beleza:
·         Integridade ou perfeição;
·         Devida proporção ou harmonia entre as parte e entre o objeto e o  espectador;
·         Claridade ou luminosidade.
      A pintura passou a ter como característica o volume e a profundidade, a pintura mural começou a perder força devido à moda de tecer tapetes, que já tinha sido iniciada no período anterior. Surgiu também a pintura em madeira e a técnica de vitral.
Técnica de vitral: era realizada em diferentes etapas. A primeira era coloriu o vidro, efeito obtido pela adição de diversos produtos químicos ao vidro derretido. Depois eram feitas as placas de viro. Cada placa, depois de resfriada, era cortada com pontas de diamantes, seguindo o desenho previamente determinado para o vitral. A etapa seguinte era pintar os detalhes das figuras com tinta preta opaca. Depois, todas essas pequenas placas eram encaixadas umas as outras por uma moldura metálica chamada de “perfil de chumbo” e, juntas, formavam grandes composições que eram fixadas em aberturas no interior das catedrais.
      “Crer para compreender, compreender para crer”. Este é o pensamento que melhor resume a estética (estilo) da Idade Média. O belo só pode ser compreendido com fé e pela fé. Surgiram na arquitetura enormes janelas tripartidas, vitrais e imensas rosáceas, que vieram substituir o cheio e o compacto do estilo anterior.
      Destacaram-se também as abóbadas de nervuras e arcos ogivais.
      Desde o século XII até o século XV, os manuscritos ilustrados ganharam forma de expressão artística. A esse trabalho decorativo chamou-se de iluminura.
      Esse trabalho minucioso era realizado por várias pessoas e dividido em etapas:
1.    a pele de cordeiros ou de vitelas era curtida de modo especial. Depois desse processo, essa pele era chamada de velino e usada como papel;
2.    as folhas do velino eram cortadas no tamanho que o livro teria;
3.    os copistas transcreviam os textos sobre as páginas, deixando espaços que seriam preenchidos pelas mãos de  hábeis artistas;
4.    os artistas preenchiam os espaços deixados pelos copistas com as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto.

Para refletir:
·         Quais as principais características da arte cristã?
·         A arte cristã assumiu características estéticas diferentes e subdividiu-se em: arte paleocristã, arte bizantina, arte românica e arte gótica. Dentre elas, qual lhe chamou mais atenção? Justifique.

HONÓRIO, Cintia Maria.
            Arte & caminhos: metodologia: ensino fundamental, 1º ao 5º ano – Curitiba: Base E

ARTE ROMANICA



ARTE ROMÂNICA
      Esse período foi assim denominado para indicar sua relação com a antiga tradição romana, pois se caracteriza pelo apogeu do poder feudal e da renovação religiosa. O Papa tornou-se detentor de grandes poderes políticos e espirituais, podendo nomear e depor bispos e até reis. A religiosidade, nesse período, passou a ser expressa nas peregrinações e início das cruzadas. A arte refletia o temor a Deus e o respeito à Igreja.
      Nos murais das igrejas, a pintura assumiu caráter religioso com o objetivo de relatar a verdade salvadora. Caracterizou-se como uma forma didática de ensinar a religião, tendo como principal temática a vida dos santos e utilizando-se apenas da esquematização, deixando de lado a preocupação com o realismo e a profundidade. As leis da proporção na representação foram esquecidas e voltou-se para a monumentalidade e a simplificação, procurando-se a síntese.
      Nesse período, a arte da tapeçaria surgiu com a finalidade de isolar o frio e a umidade das paredes. Somente mais tarde ela passou a ser usada no chão. A temática das tapeçarias consistia em motivos geométricos e brasões heráldicos e seu uso foi rapidamente difundido por toda Europa.
      A conhecidíssima Tapeçaria de Bayeux não é exatamente uma tapeçaria, e sim um bordado de lã com suporte de tecido, que por muito tempo se acreditou ter sido feito na Normandia pelas damas da corte da Rainha Matilde, mulher de Guilherme, o Conquistador. Entretanto, recentemente provou-se que foi feita na Inglaterra a pedido do bispo Odo, meio irmão de Guilherme. Essa tapeçaria é composta de um relato anglo-saxão sobre a história da conquista da Inglaterra pelos normandos. Na cena             principal retratada, os irmãos do rei inglês Harold são dizimados por soldados normandos. Acima da cena principal, figuram animais; enquanto na parte de baixo, estão soldados mortos com armas e armaduras abandonadas.
      Na arquitetura, buscou-se a construção de igrejas mais amplas e altas, dando ênfase apenas à construção propriamente dita.
      A escultura passou a compor a arquitetura na forma de capitéis decorados e frisos com o objetivo de ornamento interno e externo.
      Na música, destacaram-se o canto gregoriano (canto religioso, em latim, oriundo do papa Gregório Magno) e o canto profano (canto do povo, trovadoresco, que narrava histórias populares e lendas).

ARTE BIZANTINA


 
ARTE BIZANTINA
      Com a ascensão do cristianismo, os cultos pagãos Greco-romanos entraram em decadência. Surgiu, então, uma nova forma de pensar e, com isso, de se fazer arte. Foi no início da Idade Média, classificado como Período paleocristão, que a linguagem simbólica passou a fazer parte da arte, da ciência e da filosofia.
      O objetivo que a arte assumiu foi o de auxiliar na catequização, por isso passou a ter como característica a simplicidade, possibilitando, assim, um acesso maior ao entendimento das questões religiosas.
      O termo “bizantino” originou-se da cidade de Bizâncio, mais tarde chamada de Constantinopla. Por se localizar em ponto estratégico para o comércio entre o Oriente e o Ocidente, essa cidade teve em sua manifestação artística elementos culturais tanto orientais como ocidentais.
      Carascerísticas
·         Da pintura
- Pintura bidimencional, sem o uso da perspectiva e do volume.
- Temática religiosa ou retratos de imperadores.
- Predomínio do mosaico.
- Alongamento das figuras.
- Emprego das cores azul, vermelha e dourada.
- Ícones – nova forma de expressão artística na pintura.
- Quadros que representavam figuras sagradas, santos e mártires, bastante luxuosos, com ornamentação suntuosa.
- As técnicas utilizadas eram a têmpera e a encáustica.
Encáustica: consiste na diluição dos pigmentos em cera derretida e aquecida no momento da aplicação. Ao contrário da têmpera, cujo efeito é brilhante, a encáustica é semifosca.
·         Da arquitetura
- Uso do arco romano e do arco ogival.
- Temáticas abordando a flora e a fauna.
- Excesso no uso do mármore.

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE PALEOCRISTÃ



ARTE PALEOCRISTÃ
      Inicialmente, o culto cristão era proibido e perseguido pelos romanos, que não permitiam a prática religiosa cristã. Por esse motivo, as primeiras produções artísticas cristãs foram realizadas nas paredes das catacumbas, onde os romanos não poderiam vê-las.
      A arquitetura atingiu seu auge com a construção das catacumbas, que eram galerias ou cemitérios subterrâneos escavados em rochas, lugar de sepultura dos primeiros cristãos. Nas paredes dessas catacumbas, faziam-se cavidades ou lóculos sobrepostos, onde eram depositados os cadáveres.
      As primeiras manifestações pictóricas desse período ocorreram justamente nas paredes das catacumbas.
      Inicialmente, em função das perseguições que sofriam os cristãos, as pinturas se limitavam à representação por meio de símbolos e figuras da cultura pagã, aos quais eram atribuídos novos significados.
      Símbolos conhecidos: a cruz (sacrifício de Cristo); a palma (martírio); a âncora (salvação); a pomba (Espírito Santo ) e o peixe (símbolo preferido dos artistas cristãos, pois as letras da palavra “peixe”, em grego, coincidiam com as iniciais da expressão, “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”).
      Com o objetivo de não permitir a associação com os ídolos pagãos, as estátuas foram banidas das igrejas. Criavam-se apenas estátuas colossais dos imperadores e relevos históricos em monumentos triunfais, além da esfinge.
      Nesse período, a arte não era executada por grandes artistas, mas por homens do povo convertido á nova religião.


Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE CRISTÃ



ARTE CRISTÃ
Era uma arte voltada para a fé cristã, iniciou-se no final da Idade Antiga, no século I, estendendo-se pela Idade Média. No princípio, a arte era usada para reforçar a crença religiosa de seus próprios seguidores. Mais tarde, foi utilizada pela Igreja Católica, institucionalizada para catequizar e influenciar seu seguidores, divulgando a crença e seus dogmas á população.
            Nesse longo período histórico, a arte assumiu características estéticas deferentes e subdividiu-se em : arte paleocristã, arte bizantina, arte românica e arte gótica.

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,