sábado, 4 de maio de 2013

ARTE EGPÍPCIA

ARTE NA ANTIGUIDADE

Arte egípcia
            Civilização da Antiguidade, os egípcios se imortalizaram com sua fascinante história e, sem dúvida, com a arte de produziram. As obras de arte giravam em torno da religião e da vida após a morte.
            Os deuses estavam associados aos fenômenos cósmicos e terrenos. Ao faraó, que era considerado um deus vigente, cabia fazer a relação entre os homens e deuses.
            Os egípcios acreditavam na vida pós-morte, na qual as almas viviam como na Terra. Por isso, esse povo mumificava seus mortos para que eles pudessem viver na outra vida. As múmias eram colocadas num sarcófago preparado com cuidado, depois eram levadas para um túmulo, que se chamava mastaba, ou para o interior de uma pirâmide. Nas paredes desses túmulos, a vida do morto era representada em frisos superpostos ou em baixo-relevo. Essas representações tornaram possível o reconhecimento dos hábitos e do pensamento da civilização egípcia. Dentro dos túmulos, havia uma sala que se destinava a abrigar as estátuas do morto com a finalidade de conservar sua imagem, caso alguma coisa acontecesse com o corpo. Por isso, a temática na escultura e na pintura tendia ao realismo, o que, até certo ponto, garantia a identidade entre a imagem e a coisa representada. As figuras observavam a lei da frontalidade. Pode-se dizer que a representação dos faraós era um tanto estilizada, idealizada, enquanto os servidores eram retratados de maneira mais realista.
            A produção artística egípcia destacava-se na arquitetura e na escultura com seus templos e tumbas majestosas, repletas de esculturas de deuses e dos antigos faraós. O Egito deu ao mundo a primeira arquitetura inteiramente de pedra, a qual, durante séculos, serviu de modelo e de inspiração para outros povos.
            A arquitetura egípcia é composta de dois tipos de monumentos: os funerários e os religiosos. Dos monumentos funerários, faziam parte as pirâmides (usadas somente pelos faraós), as mastabas (usadas pelos nobres), os hipogeus (usados pelo povo). Dos religiosas, faziam parte o templo, o obelisco, a esfinge.
            As obras mais importantes dos egípcios foram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, localizadas na planície de Gizé.
            Podem-se destacar também os baixos-relevos, que são uma ligação entre a escultura e a pintura.
            A pintura, exceto durante o reinado dos Ptolomeus, sob a influência da Grécia, nunca se ergueu ao nível de arte independente: permaneceu, sim, como um acessório da arquitetura e da escultura, cabendo ao pintor preencher os espaços abertos pelo cinzel. As pinturas eram feitas nos monumentos funerários, nos papiros e nas paredes dos palácios.
            Durante o Reino Médio, pode-se encontrar a têmpera.
            Tanto a pintura quanto o relevo, no Egito, estavam a serviço da religião e poder.

Realismo; forma de representação em que a pessoa ou objeto observado é representado o mais próximo da realidade.

Lei da frontalidade: as figuras humanas são representadas com a cabeça, as pernas e os pés de perfil (lado), os olhos e o tronco de frente. Na estatuária, uma das pernas ficava à frente da outra (figura em pé). Quando sentada, a posição era rígida e ereta.

Idealismo: representa as pessoas, o mundo e as coisas melhor do que realmente são, buscando um ideal.

Obelisco: enorme monumento feito em uma única pedra pontiaguda.

Esfinge: escultura com cabeça humana e corpo de leão, que significa a união da inteligência com a força.

Cinzel: instrumento cortante utilizado para gravar ou esculpir.

Têmpera: mistura dos pigmentos com clara de ovo para facilitar a absrorção das cores na superfície dos objetos pintados.

            Características da arte:
  • Os monumentos e a maioria das esculturas tinham grande dimensão, dando a sensação de grandiosidade, de monumentalidade.
  • Predomínio do cheio sobre o vazio.
  • As representações das figuras humanas seguiam a lei da frontalidade e não apresentavam traços característicos de individuas concretos. Estes eram representados sempre em plena juventude.
  • A proporção das pessoas representadas variava em função da posição social: o faraó era representado bem maior que a esposa, vindo em seguida o sacerdote, o escriba, os soldados e o povo (este representado com mais naturalidade). Essa forma de representação é denominada de lei áulica.
  • As decorações eram feitas com hieróglifos, pinturas e relevos, sobretudo os baixos-relevos.
  • As figuras representadas eram rígidas, em absoluto repouso.
  • Convencionalmente, os contornos das figuras masculinas eram preenchidos com vermelho e, das femininas, com amarelo-ocre.
Predominância das formas piramidais e simétricas, buscando a simplificação das formas.

            Vinte séculos antes de Cristo, no Egito, utilizava-se a música em danças de luto ou de júbilo, em cantos de cerimônias diversas: adoração ao Sol, banquetes rituais, colheitas, etc. essa musica consistia e, cantos acompanhados de instrumentos.
            No Antigo e Médio Egito, a música era ligada com a tradição religiosa, sendo escolhidos músicos masculinos para tocar, cantar e dançar.
            A harpa e a flauta usadas nos ofícios religiosos acompanhavam o canto e, com palmas, formavam melodias suaves e comedidas.
            A música vocal era indispensável no culto.

            Para refletir

  • A que sentimentos a temática da arte egípcia estava voltada?
  • Por que os egípcios tomavam tanto cuidado com os corpos depois de mortos?
  • Como você definiria a lei da frontalidade?
  • Qual a diferença entre Realismo e Idealismo?
  • Qual é a maior contribuição da arte egípcia para a posteridade?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,




Arte Egípcia

Ao longo do rio Nilo e principalmente na região norte - o Delta -; e na região sul dos rios Eufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeiras civilizações. O rio, um verdadeiro oásis no deserto, foi essencial para a concentração de uma população mesclada entre mediterrâneos, asiáticos e africanos, que, principalmente a partir de 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreio suas principais atividades, guiadas pelas cheias do Nilo.
Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendo cada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (em especial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica.
A civilização Egípcia já era bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. Embora a arte egípcia tenha atingido proporções monumentais, sua subordinação à rigidez do regime teocrático fez com que a produção artística se desenvolvesse obedecendo convenções estéticas estritamente determinadas, pouco alteradas nos decorrer do milênio. Os faraós, chefes supremos e os sacerdotes, seus assessores diretos, acabavam sendo os únicos empregadores dos artistas, pela solicitação de encomendas e da orientação direta de seu trabalho.
A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.
Além de crer em deuses, que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.
A relação da arte egípcia com as atividades religiosas mortuárias fazia com que a demanda pela produção de imagens fosse consideravelmente grande. Contudo, o artista permaneceu por muito tempo no anonimato, situação essa que foi se modificando lenta e gradativamente, de modo que o Novo Império muitos artistas já pertenciam a classe social elevada, tendo sua individualidade mais valorizada.
A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses.
A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.
Mesmo a produção de objetos de luxo -- braceletes, colares, ou vestimentas com tecidos finos -- serviam para a distinção social e ao mesmo tempo utilizava-se de referências religiosas ou militares, ou seja, possuíam uma utilidade ideológica.
PINTURA

Isis: perceba a cor ocre que
 caracteriza a figura feminina.
As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vida e atividades diárias do falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis e divididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraós representados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado em vermelho, à mulher em ocre.
Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçada, pesca e o cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região, revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturas era a extrema importância dada ao colorido.

SÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS DA PINTURA:
· ausência de três dimensões;
· ignorância da profundidade;
· colorido à tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
· Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. DESENVOLVERAM TRÊS FORMAS DE ESCRITA:
- Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
- Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e
- Demótica - a escrita popular.
         Livro dos Mortos, ou seja, um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.


ARQUITETURA    
As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.
Os arquitetos que projetaram os grandes palácios e templos não pretendiam a fama, ou mostrar que eram mais engenhosos que outros. A dimensão do palácio, a altura de uma porta, possuía uma finalidade: mostrar àqueles que se aproximavam a grandiosidade do poder, ou seja, perto de um palácio ou templo o homem sente-se pequeno.
As características gerais da arquitetura egípcia são:
     - solidez e durabilidade;
     - sentimento de eternidade; e
     - aspecto misterioso e impenetrável.
As pirâmides tinham base quadrangular, eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.
Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos, divididos em três categorias:
Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó;
Mastaba - túmulo para a nobreza; e
Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.
Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
     -  Palmiforme - flores de palmeira;
     -  Papiriforme - flores de papiro; e
     -  Lotiforme - flor de lótus.

A ESCULTURA

A escultura egípcia pretendeu obter a eternização do homem.
Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.
A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.
As obras mais importantes conhecidas são os bustos da rainha Nefertite, considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Porém não foi sua beleza que inspirou os artistas da época, mas sua realeza.
 Na mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes e apesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de alguns reis foram preservados.
Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada a diversidade de povos que ocupou a região.

            DANÇA
No Egito, bem como em outras antigas civilizações, a dança tinha um caráter sagrado. Qualquer cerimônia, de casamento a funeral, era cheia de música e dança. Para garantir uma boa colheita, os participantes tocavam flautas, harpas, tambores, címbalos e tamborins, enquanto as mulheres dançavam para agradar aos deuses do Rio Nilo. Nos funerais, as dançarinas egípcias se destacavam por usar coroas vermelhas e roupas vistosas apropriadas para a cerimônia.
Diversos tipos de registros levam a crer que a dança egípcia era severa, angulosa, com alguns movimentos acrobáticos como a ponte: pés e mãos apoiados no solo sustentam o corpo arqueado. As imagens raramente indicam saltos. O acompanhamento musical era feito por flautas e tambores. A participação feminina predominava, pelo menos no que se refere à dança religiosa. Desenhos, altos-relevos, estátuas mostram dançarinas freqüentemente aos pares sobressaindo entre o grupo de instrumentistas. Por vezes, elas estão nuas ou usando apenas uma saia comprida cuja barra contém caprichosos desenhos geométricos. Seios de fora, olhos supermaquilados, adornos nos pulsos e tornozelos também são retratados na dança egípcia.
Dança do Ventre
A dança do ventre era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para servirem como canal da Deusa Hathor nos rituais religiosos e era realizada somente em templos, mas com o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreu uma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dos viajantes e mercadores. Em sua expansão pelo mundo, ela sofreu ao longo dos tempos diversas influências.
MÚSICA

Tanto na música religiosa, quanto na de guerra e mesmo na recreativa, os egípcios davam preferência às expressões elevadas e serenas, dando-lhes destaque no culto aos deuses, nos banquetes e cerimônias. A Música era praticada em coletividade, inclusive com a participação feminina.
Na época do Império Antigo, a música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia.
No Império Médio conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar.
Alguns destes instrumentos foram encontrados em escavações de pirâmides, templos e túmulos subterrâneos do Vale dos Reis. Não foi encontrado nenhum texto que permita deduzir a existência de um sistema de notação e também não há textos sobre teoria musical. Aparentemente isso se deve ao fato de que os músicos não gozavam, entre os egípcios, do mesmo status que tinham entre os sumérios. Muitos afrescos mostram músicos sempre ajoelhados e vestidos como escravos. A posição subalterna não permitia a transmissão dessa arte pouco valorizada através dos textos.
A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com as sucessivas invasões, a música do Egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência.

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