domingo, 30 de junho de 2013

Resumo de arte islamica até renascimento


LINHA DO TEMPO DA ARTE CRISTÃ


IDADE ANTIGA
Séc. I     Arte paleocristã: da pintura das catacumbas a basílicas.

Séc. IV   Arte bizantina:  Arquitetura religiosa monumental, mosaicos grandiosos.

IDADE MÉDIA
Séc. XI   Arte românica:  Reflete o temor a Deus e o respeito à igreja. A escultura torna-se tão importante quanto a arquitetura.

Séc. XII   Arte gótica:  Surge no período em que se estabelecem as fronteiras das nações. As catedrais se erguem por cima de todos os outros edifícios das cidades. A pintura tem como característica o volume e a profundidade. Surgem a pintura mural e a técnica do vitral e o arco ogival.


ARTE ISLÂMICA


ARTE ISLAMICA

 

         O Islamismo é a religião formulada por Maomé e que propagou-se a partir da Arábia desde o século VII. Apesar de considerada uma religião sincrética, formada a partir de elementos cristãos e judaícos, na verdade temos uma religião original, que procurou responder aos anceios dos povos daquela região, incorporando principalmete elementos da cultura dos povos beduínos e algumas característica de outras religiões.
         Na arte, percebemos tanto as influências dos povos pré-islâmicos, como também de uma nova cultura, forjada com a construção de importantes dinastias, poderosas e vinculadas diretamente ao elemento religioso.
         As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente condenado é a idolatria e o culto de imagens.
         O termo  "arte islâmica", não significa,  uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Mas sim uma unidade criativa de arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo.
         O crescimento da Arte Muçulmana é um dos mais rápidos progressos jamais registrados pela História. A base da arquitetura islâmica vem da herança mediterrânea praticada por gregos e romanos mesclada à influência do Império Sassânida na Pérsia e, posteriormente da renovação trazida por invasores turcos e mongóis que trouxeram influências novas.
         De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade surgiu, de imediato, uma arte rica e variada.
         A fórmula desta nova Arte era com alegria modificada e enriquecida pelos diversos povos que faziam parte da Comunidade Islâmica de acordo com os seus gênios nativos e as influências exteriores a que tinham estado sujeitos.
         A inteligência abstrata dos homens do deserto encontra a sua expressão nas linhas geométricas do arabesco; os floridos azulejos esmaltados de Isphahan refletem os sonhos poéticos do Iran.

ARQUITETURA

         No campo das artes os árabes distinguiram-se principalmente na arquitetura.
Construíram palácios e mesquitas. A principal característica  arquitetônica  são as  numerosas colunas  esguias, os  arcos  em ferradura, cúpulas, decoradas por mosaicos e arabescos.
  

         A construção foi concebida pelos Árabes inserida no espaço circundante, assim também se encontravam dispostas as tendas dos beduínos.
         No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
         A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma.
  

         As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.
 
         Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade.
 
         Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
         Com os Turcos e os mongóis, a importância do jardim em relação ao edifício que se erguia no meio dele era acentuada e o grande palácio era preferencialmente construído como um conjunto de pequenos pavilhões dentro de um jardim com uma planta rigorosamente estudada.
  
         Existe uma relação constante entre o meio ambiente natural e o ambiente arquitetado, que se inseria no habitat graças ao caráter marcadamente pictórico (alegre e aberto e não sólido e fechado), por vezes com a ajuda da ornamentação, que pode recobrir todas as superfícies, contribuindo par mascarar a estrutura do edifício sem nunca criar um ponto focal ou centro que chamasse as atenções. Esta tendência para evitar os elementos salientes determinou as ornamentações "de friso contínuo", motivo basilar da arte Islâmica não só na arquitetura, como também em quase em todas as expressões. 

         A Arquitetura Islâmica pode ser dividida por finalidade em duas categorias: a civil e religiosa.
 
Ø  Religiosa
 
         A arquitetura religiosa é composta no islã por cinco edifícios principais: a Mesquita, o Minarete, a Madrassa, os conventos fortificados e o mausoléu funerário.
         As Mesquitas eram utilizadas para diversos outros fins além de reunir os fieis para orações: administração da justiça, ensino, como abrigo para sábios em peregrinação, refugio para os perseguidos. Em muitos casos, de fato, sobretudo nas aldeias, elas eram usadas para hospícios, cozinhas públicas e hospitais. 
  
Ø  Civil
 
         O tipo de organização social Islâmica deu lugar a uma série de edifícios com caráter fixo. No que toca à arquitetura civil, os palácios dos soberanos foram construídos inicialmente, na época Omeiade, no deserto, segundo uma planta com pátio interior. Com os Abássidas, vieram a ser construídos nas cidades e foram muitas vezes agregados às Mesquitas, mantendo, geralmente, a planta com pátio interior.
A partir da época Safávida, foram constituídos por uma série de pequenos pavilhões, inseridos num jardim. Outros edifícios civis são os locais de acolhimento para repouso, construídos nos locais de paragem e muitas vezes fortificados, os banhos (hamman), os hospitais públicos (maristan) e os bazares ou mercados cobertos (suq), que eram conjuntos delimitados, contendo também as lojas dos mercadores e que fechavam durante a noite.
         É um caso à parte a construção civil Turca, na qual, para enfrentar os terremotos, predominavam as estruturas lineares, em especial nas partes superiores dos edifícios. Tal predomínio é testemunhado com segurança pelo menos desde o século XVIII, quando a madeira tinha vasta utilização também no interior das partes em alvenaria. 
         As casas de habitação eram, diferentes segundo a localidade, condições climáticas e tradições locais. 

PINTURA

         A pintura islâmica não foi usada, como no cristianismo, para decorar os edifícios religiosos. Empregava-se unicamente nas residências e alguns prédios públicos. Foram feitos afrescos mas pouca coisa foi conservada até hoje. O estilo é estático e sem profundidade. De fato, a pintura nem de longe tem a importância que se da a caligrafia e a cerâmica.
 
 

ARTE PALEOCRISTÃ



ARTE PALEOCRISTÃ
      Inicialmente, o culto cristão era proibido e perseguido pelos romanos, que não permitiam a prática religiosa cristã. Por esse motivo, as primeiras produções artísticas cristãs foram realizadas nas paredes das catacumbas, onde os romanos não poderiam vê-las.
      A arquitetura atingiu seu auge com a construção das catacumbas, que eram galerias ou cemitérios subterrâneos escavados em rochas, lugar de sepultura dos primeiros cristãos. Nas paredes dessas catacumbas, faziam-se cavidades ou lóculos sobrepostos, onde eram depositados os cadáveres.
      As primeiras manifestações pictóricas desse período ocorreram justamente nas paredes das catacumbas.
      Inicialmente, em função das perseguições que sofriam os cristãos, as pinturas se limitavam à representação por meio de símbolos e figuras da cultura pagã, aos quais eram atribuídos novos significados.
      Símbolos conhecidos: a cruz (sacrifício de Cristo); a palma (martírio); a âncora (salvação); a pomba (Espírito Santo ) e o peixe (símbolo preferido dos artistas cristãos, pois as letras da palavra “peixe”, em grego, coincidiam com as iniciais da expressão, “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”).
      Com o objetivo de não permitir a associação com os ídolos pagãos, as estátuas foram banidas das igrejas. Criavam-se apenas estátuas colossais dos imperadores e relevos históricos em monumentos triunfais, além da esfinge.
      Nesse período, a arte não era executada por grandes artistas, mas por homens do povo convertido á nova religião.


Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE BIZANTINA

ARTE BIZANTINA
      Com a ascensão do cristianismo, os cultos pagãos Greco-romanos entraram em decadência. Surgiu, então, uma nova forma de pensar e, com isso, de se fazer arte. Foi no início da Idade Média, classificado como Período paleocristão, que a linguagem simbólica passou a fazer parte da arte, da ciência e da filosofia.
      O objetivo que a arte assumiu foi o de auxiliar na catequização, por isso passou a ter como característica a simplicidade, possibilitando, assim, um acesso maior ao entendimento das questões religiosas.
      O termo “bizantino” originou-se da cidade de Bizâncio, mais tarde chamada de Constantinopla. Por se localizar em ponto estratégico para o comércio entre o Oriente e o Ocidente, essa cidade teve em sua manifestação artística elementos culturais tanto orientais como ocidentais.
      Características
·         Da pintura
- Pintura bidimencional, sem o uso da perspectiva e do volume.
- Temática religiosa ou retratos de imperadores.
- Predomínio do mosaico.
- Alongamento das figuras.
- Emprego das cores azul, vermelha e dourada.
- Ícones – nova forma de expressão artística na pintura.
- Quadros que representavam figuras sagradas, santos e mártires, bastante luxuosos, com ornamentação suntuosa.
- As técnicas utilizadas eram a têmpera e a encáustica.
Encáustica: consiste na diluição dos pigmentos em cera derretida e aquecida no momento da aplicação. Ao contrário da têmpera, cujo efeito é brilhante, a encáustica é semifosca.
·         Da arquitetura
- Uso do arco romano e do arco ogival.
- Temáticas abordando a flora e a fauna.
- Excesso no uso do mármore.

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE ROMANICA
 

ARTE ROMÂNICA
      Esse período foi assim denominado para indicar sua relação com a antiga tradição romana, pois se caracteriza pelo apogeu do poder feudal e da renovação religiosa. O Papa tornou-se detentor de grandes poderes políticos e espirituais, podendo nomear e depor bispos e até reis. A religiosidade, nesse período, passou a ser expressa nas peregrinações e início das cruzadas. A arte refletia o temor a Deus e o respeito à Igreja.
      Nos murais das igrejas, a pintura assumiu caráter religioso com o objetivo de relatar a verdade salvadora. Caracterizou-se como uma forma didática de ensinar a religião, tendo como principal temática a vida dos santos e utilizando-se apenas da esquematização, deixando de lado a preocupação com o realismo e a profundidade. As leis da proporção na representação foram esquecidas e voltou-se para a monumentalidade e a simplificação, procurando-se a síntese.
      Nesse período, a arte da tapeçaria surgiu com a finalidade de isolar o frio e a umidade das paredes. Somente mais tarde ela passou a ser usada no chão. A temática das tapeçarias consistia em motivos geométricos e brasões heráldicos e seu uso foi rapidamente difundido por toda Europa.
      A conhecidíssima Tapeçaria de Bayeux não é exatamente uma tapeçaria, e sim um bordado de lã com suporte de tecido, que por muito tempo se acreditou ter sido feito na Normandia pelas damas da corte da Rainha Matilde, mulher de Guilherme, o Conquistador. Entretanto, recentemente provou-se que foi feita na Inglaterra a pedido do bispo Odo, meio irmão de Guilherme. Essa tapeçaria é composta de um relato anglo-saxão sobre a história da conquista da Inglaterra pelos normandos. Na cena             principal retratada, os irmãos do rei inglês Harold são dizimados por soldados normandos. Acima da cena principal, figuram animais; enquanto na parte de baixo, estão soldados mortos com armas e armaduras abandonadas.
      Na arquitetura, buscou-se a construção de igrejas mais amplas e altas, dando ênfase apenas à construção propriamente dita.
      A escultura passou a compor a arquitetura na forma de capitéis decorados e frisos com o objetivo de ornamento interno e externo.
      Na música, destacaram-se o canto gregoriano (canto religioso, em latim, oriundo do papa Gregório Magno) e o canto profano (canto do povo, trovadoresco, que narrava histórias populares e lendas).

 
  
 

ARTE GÓTICA

ARTE GÓTICA
      Nesse período surgiu uma nova classe social – a burguesia -, bem como novas formas de religiosidade e nova postura do homem perante sua relação com a realidade. Essas mudanças acabaram por incentivar novas formulações estilísticas. Uma nova temática surgiu como conteúdo emocional, permitindo a identificação dos fiéis para com os personagens sagrados representados.
      A filosofia e a teologia retomaram a busca pelo conhecimento e pela beleza, e essa passou a ser entendida como um dos aspectos de bem, contrariando o pensamento anterior, que considerava o mundo sensível como pecador.
      São Tomas de Aquino estabeleceu três condições para a beleza:
·         Integridade ou perfeição;
·         Devida proporção ou harmonia entre as parte e entre o objeto e o  espectador;
·         Claridade ou luminosidade.
      A pintura passou a ter como característica o volume e a profundidade, a pintura mural começou a perder força devido à moda de tecer tapetes, que já tinha sido iniciada no período anterior. Surgiu também a pintura em madeira e a técnica de vitral.
Técnica de vitral: era realizada em diferentes etapas. A primeira era coloriu o vidro, efeito obtido pela adição de diversos produtos químicos ao vidro derretido. Depois eram feitas as placas de viro. Cada placa, depois de resfriada, era cortada com pontas de diamantes, seguindo o desenho previamente determinado para o vitral. A etapa seguinte era pintar os detalhes das figuras com tinta preta opaca. Depois, todas essas pequenas placas eram encaixadas umas as outras por uma moldura metálica chamada de “perfil de chumbo” e, juntas, formavam grandes composições que eram fixadas em aberturas no interior das catedrais.
      “Crer para compreender, compreender para crer”. Este é o pensamento que melhor resume a estética (estilo) da Idade Média. O belo só pode ser compreendido com fé e pela fé. Surgiram na arquitetura enormes janelas tripartidas, vitrais e imensas rosáceas, que vieram substituir o cheio e o compacto do estilo anterior.
      Destacaram-se também as abóbadas de nervuras e arcos ogivais.
      Desde o século XII até o século XV, os manuscritos ilustrados ganharam forma de expressão artística. A esse trabalho decorativo chamou-se de iluminura.
      Esse trabalho minucioso era realizado por várias pessoas e dividido em etapas:
1.    a pele de cordeiros ou de vitelas era curtida de modo especial. Depois desse processo, essa pele era chamada de velino e usada como papel;
2.    as folhas do velino eram cortadas no tamanho que o livro teria;
3.    os copistas transcreviam os textos sobre as páginas, deixando espaços que seriam preenchidos pelas mãos de  hábeis artistas;
4.    os artistas preenchiam os espaços deixados pelos copistas com as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto.

Para refletir:
·         Quais as principais características da arte cristã?
·         A arte cristã assumiu características estéticas diferentes e subdividiu-se em: arte paleocristã, arte bizantina, arte românica e arte gótica. Dentre elas, qual lhe chamou mais atenção? Justifique.

HONÓRIO, Cintia Maria.
            Arte& caminhos: metodologia: ensino fundamental, 1º ao 5º ano – Curitiba: Base E

RENASCIMENTO

RENASCIMENTO

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do Iníciom (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. 

Características gerais: 

• Racionalidade 
• Dignidade do Ser Humano 
• Rigor Científico 
• Ideal Humanista 
• Reutilização das artes greco-romana 

ARQUITETURA
Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. 
“Já não é o edifício que possui o Iníciom, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura) 

Principais características:

• Ordens Arquitetônicas 
• Arcos de Volta-Perfeita 
• Simplicidade na construção 
• A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas 
• Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares) 

O principal arquiteto renascentista: 

Brunelleschi
- é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. 
PINTURA
Principais características: 

• Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria. 
• Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. 
• Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o Iníciom como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. 
• Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo. 
• Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes. 
• Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. 

Os principais pintores foram: 

Botticelli
- os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. 
Leonardo da Vinci
- ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. 
Michelângelo
- entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do Iníciom. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família 
Rafael
- suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. 
ESCULTURA
Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze. 

Principais Características: 

• Buscavam representar o Iníciom tal como ele é na realidade 
• Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade 
• Profundidade e perspectiva 
• Estudo do corpo e do caráter humano

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles: 
• Dürer | • Hans Holbein | • Bosch | • Bruegel 

Para seu conhecimento
- A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o Conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder a eleição do próximo. Lareira que produz fumaça negra - que o Papa ainda não foi escolhido; fumaça branca - que o Papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro, no Vaticano 

- Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia. 

- Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta, etc. 

- Quando deparamos com o quadro da famosa MONALISA não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para a frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para a frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.

  


 

  

 

    

 

textos com imagens de arte paleocristã, arte bizantina, arte romanica e arte gótica

 

















sábado, 4 de maio de 2013

ARTE ROMANA

ARTE ROMANA
     
      A cultura romana se construiu mediante a influência de vários povos. Dos etruscos, por exemplo, assimilou principalmente a visão naturalista, na escultura, e a arte di construir arcos e abóbadas, na arquitetura.
      As criações romanas, a princípio, não foram muito além de bustos de antepassados mortos modelados em cera e de retratos realistas em bronze e mármore. Mas os relevos narrativos, como na Coluna de Trajano e no Arco de Tito. São importantíssimos. Além do valor estético e artístico, tem valor como documento histórico, por meio do qual, hoje, pode-se ter uma ideia de fatos e também de como os romanos viviam.
      A Coluna de Trajano é um edifício que se equipara a um prédio de dez andares. Foi construída no ano 113 em homenagem ao imperador Trajano. A superfície exterior é de mármore, onde foi esculpida uma espécie de pergaminho com 180 metros de comprimento com 2.500 figuras humanas. Essas figuras representam uma série de campanhas de conquistas e vitórias empreendidas por Trajano. No cimo da coluna existia uma estátua dourada de Trajano, que foi substituída no século XVI por uma estátua de São Pedro.
      Imperador Trajano: Marcos Ulpio Nerva Trajano foi um imperador romano de 98 a117 d.C. Militar e eficiente administrador. Expandiu as fronteiras do Império Romano obtendo riquezas incalculáveis que contribuíram para a efetivação de um grande programa de obras por todo Império.
      Na arquitetura romana, pode-se perceber o forte desejo de domínio e conquista, além da intenção de movimento expressa nas formas circulares. Isso foi possível porque os romanos substituíram os blocos de pedra pelo conglomerado de cimento, obtido de pequenos fragmentos de pedra calcária e ladrinhos triturados em misturados com uma argamassa de cal e areia (pozolana).
Para refletir:
·         Você concorda que, por meio da arte, é possível se conhecer a história de um povo? De que maneira?
·         Qual é a principal diferença entre a arquitetura romana e a grega?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE EGPÍPCIA

ARTE NA ANTIGUIDADE

Arte egípcia
            Civilização da Antiguidade, os egípcios se imortalizaram com sua fascinante história e, sem dúvida, com a arte de produziram. As obras de arte giravam em torno da religião e da vida após a morte.
            Os deuses estavam associados aos fenômenos cósmicos e terrenos. Ao faraó, que era considerado um deus vigente, cabia fazer a relação entre os homens e deuses.
            Os egípcios acreditavam na vida pós-morte, na qual as almas viviam como na Terra. Por isso, esse povo mumificava seus mortos para que eles pudessem viver na outra vida. As múmias eram colocadas num sarcófago preparado com cuidado, depois eram levadas para um túmulo, que se chamava mastaba, ou para o interior de uma pirâmide. Nas paredes desses túmulos, a vida do morto era representada em frisos superpostos ou em baixo-relevo. Essas representações tornaram possível o reconhecimento dos hábitos e do pensamento da civilização egípcia. Dentro dos túmulos, havia uma sala que se destinava a abrigar as estátuas do morto com a finalidade de conservar sua imagem, caso alguma coisa acontecesse com o corpo. Por isso, a temática na escultura e na pintura tendia ao realismo, o que, até certo ponto, garantia a identidade entre a imagem e a coisa representada. As figuras observavam a lei da frontalidade. Pode-se dizer que a representação dos faraós era um tanto estilizada, idealizada, enquanto os servidores eram retratados de maneira mais realista.
            A produção artística egípcia destacava-se na arquitetura e na escultura com seus templos e tumbas majestosas, repletas de esculturas de deuses e dos antigos faraós. O Egito deu ao mundo a primeira arquitetura inteiramente de pedra, a qual, durante séculos, serviu de modelo e de inspiração para outros povos.
            A arquitetura egípcia é composta de dois tipos de monumentos: os funerários e os religiosos. Dos monumentos funerários, faziam parte as pirâmides (usadas somente pelos faraós), as mastabas (usadas pelos nobres), os hipogeus (usados pelo povo). Dos religiosas, faziam parte o templo, o obelisco, a esfinge.
            As obras mais importantes dos egípcios foram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, localizadas na planície de Gizé.
            Podem-se destacar também os baixos-relevos, que são uma ligação entre a escultura e a pintura.
            A pintura, exceto durante o reinado dos Ptolomeus, sob a influência da Grécia, nunca se ergueu ao nível de arte independente: permaneceu, sim, como um acessório da arquitetura e da escultura, cabendo ao pintor preencher os espaços abertos pelo cinzel. As pinturas eram feitas nos monumentos funerários, nos papiros e nas paredes dos palácios.
            Durante o Reino Médio, pode-se encontrar a têmpera.
            Tanto a pintura quanto o relevo, no Egito, estavam a serviço da religião e poder.

Realismo; forma de representação em que a pessoa ou objeto observado é representado o mais próximo da realidade.

Lei da frontalidade: as figuras humanas são representadas com a cabeça, as pernas e os pés de perfil (lado), os olhos e o tronco de frente. Na estatuária, uma das pernas ficava à frente da outra (figura em pé). Quando sentada, a posição era rígida e ereta.

Idealismo: representa as pessoas, o mundo e as coisas melhor do que realmente são, buscando um ideal.

Obelisco: enorme monumento feito em uma única pedra pontiaguda.

Esfinge: escultura com cabeça humana e corpo de leão, que significa a união da inteligência com a força.

Cinzel: instrumento cortante utilizado para gravar ou esculpir.

Têmpera: mistura dos pigmentos com clara de ovo para facilitar a absrorção das cores na superfície dos objetos pintados.

            Características da arte:
  • Os monumentos e a maioria das esculturas tinham grande dimensão, dando a sensação de grandiosidade, de monumentalidade.
  • Predomínio do cheio sobre o vazio.
  • As representações das figuras humanas seguiam a lei da frontalidade e não apresentavam traços característicos de individuas concretos. Estes eram representados sempre em plena juventude.
  • A proporção das pessoas representadas variava em função da posição social: o faraó era representado bem maior que a esposa, vindo em seguida o sacerdote, o escriba, os soldados e o povo (este representado com mais naturalidade). Essa forma de representação é denominada de lei áulica.
  • As decorações eram feitas com hieróglifos, pinturas e relevos, sobretudo os baixos-relevos.
  • As figuras representadas eram rígidas, em absoluto repouso.
  • Convencionalmente, os contornos das figuras masculinas eram preenchidos com vermelho e, das femininas, com amarelo-ocre.
Predominância das formas piramidais e simétricas, buscando a simplificação das formas.

            Vinte séculos antes de Cristo, no Egito, utilizava-se a música em danças de luto ou de júbilo, em cantos de cerimônias diversas: adoração ao Sol, banquetes rituais, colheitas, etc. essa musica consistia e, cantos acompanhados de instrumentos.
            No Antigo e Médio Egito, a música era ligada com a tradição religiosa, sendo escolhidos músicos masculinos para tocar, cantar e dançar.
            A harpa e a flauta usadas nos ofícios religiosos acompanhavam o canto e, com palmas, formavam melodias suaves e comedidas.
            A música vocal era indispensável no culto.

            Para refletir

  • A que sentimentos a temática da arte egípcia estava voltada?
  • Por que os egípcios tomavam tanto cuidado com os corpos depois de mortos?
  • Como você definiria a lei da frontalidade?
  • Qual a diferença entre Realismo e Idealismo?
  • Qual é a maior contribuição da arte egípcia para a posteridade?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,




Arte Egípcia

Ao longo do rio Nilo e principalmente na região norte - o Delta -; e na região sul dos rios Eufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeiras civilizações. O rio, um verdadeiro oásis no deserto, foi essencial para a concentração de uma população mesclada entre mediterrâneos, asiáticos e africanos, que, principalmente a partir de 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreio suas principais atividades, guiadas pelas cheias do Nilo.
Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendo cada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (em especial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica.
A civilização Egípcia já era bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. Embora a arte egípcia tenha atingido proporções monumentais, sua subordinação à rigidez do regime teocrático fez com que a produção artística se desenvolvesse obedecendo convenções estéticas estritamente determinadas, pouco alteradas nos decorrer do milênio. Os faraós, chefes supremos e os sacerdotes, seus assessores diretos, acabavam sendo os únicos empregadores dos artistas, pela solicitação de encomendas e da orientação direta de seu trabalho.
A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.
Além de crer em deuses, que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.
A relação da arte egípcia com as atividades religiosas mortuárias fazia com que a demanda pela produção de imagens fosse consideravelmente grande. Contudo, o artista permaneceu por muito tempo no anonimato, situação essa que foi se modificando lenta e gradativamente, de modo que o Novo Império muitos artistas já pertenciam a classe social elevada, tendo sua individualidade mais valorizada.
A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses.
A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.
Mesmo a produção de objetos de luxo -- braceletes, colares, ou vestimentas com tecidos finos -- serviam para a distinção social e ao mesmo tempo utilizava-se de referências religiosas ou militares, ou seja, possuíam uma utilidade ideológica.
PINTURA

Isis: perceba a cor ocre que
 caracteriza a figura feminina.
As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vida e atividades diárias do falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis e divididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraós representados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado em vermelho, à mulher em ocre.
Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçada, pesca e o cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região, revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturas era a extrema importância dada ao colorido.

SÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS DA PINTURA:
· ausência de três dimensões;
· ignorância da profundidade;
· colorido à tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
· Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. DESENVOLVERAM TRÊS FORMAS DE ESCRITA:
- Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
- Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e
- Demótica - a escrita popular.
         Livro dos Mortos, ou seja, um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.


ARQUITETURA    
As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.
Os arquitetos que projetaram os grandes palácios e templos não pretendiam a fama, ou mostrar que eram mais engenhosos que outros. A dimensão do palácio, a altura de uma porta, possuía uma finalidade: mostrar àqueles que se aproximavam a grandiosidade do poder, ou seja, perto de um palácio ou templo o homem sente-se pequeno.
As características gerais da arquitetura egípcia são:
     - solidez e durabilidade;
     - sentimento de eternidade; e
     - aspecto misterioso e impenetrável.
As pirâmides tinham base quadrangular, eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.
Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos, divididos em três categorias:
Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó;
Mastaba - túmulo para a nobreza; e
Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.
Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
     -  Palmiforme - flores de palmeira;
     -  Papiriforme - flores de papiro; e
     -  Lotiforme - flor de lótus.

A ESCULTURA

A escultura egípcia pretendeu obter a eternização do homem.
Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.
A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.
As obras mais importantes conhecidas são os bustos da rainha Nefertite, considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Porém não foi sua beleza que inspirou os artistas da época, mas sua realeza.
 Na mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes e apesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de alguns reis foram preservados.
Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada a diversidade de povos que ocupou a região.

            DANÇA
No Egito, bem como em outras antigas civilizações, a dança tinha um caráter sagrado. Qualquer cerimônia, de casamento a funeral, era cheia de música e dança. Para garantir uma boa colheita, os participantes tocavam flautas, harpas, tambores, címbalos e tamborins, enquanto as mulheres dançavam para agradar aos deuses do Rio Nilo. Nos funerais, as dançarinas egípcias se destacavam por usar coroas vermelhas e roupas vistosas apropriadas para a cerimônia.
Diversos tipos de registros levam a crer que a dança egípcia era severa, angulosa, com alguns movimentos acrobáticos como a ponte: pés e mãos apoiados no solo sustentam o corpo arqueado. As imagens raramente indicam saltos. O acompanhamento musical era feito por flautas e tambores. A participação feminina predominava, pelo menos no que se refere à dança religiosa. Desenhos, altos-relevos, estátuas mostram dançarinas freqüentemente aos pares sobressaindo entre o grupo de instrumentistas. Por vezes, elas estão nuas ou usando apenas uma saia comprida cuja barra contém caprichosos desenhos geométricos. Seios de fora, olhos supermaquilados, adornos nos pulsos e tornozelos também são retratados na dança egípcia.
Dança do Ventre
A dança do ventre era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para servirem como canal da Deusa Hathor nos rituais religiosos e era realizada somente em templos, mas com o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreu uma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dos viajantes e mercadores. Em sua expansão pelo mundo, ela sofreu ao longo dos tempos diversas influências.
MÚSICA

Tanto na música religiosa, quanto na de guerra e mesmo na recreativa, os egípcios davam preferência às expressões elevadas e serenas, dando-lhes destaque no culto aos deuses, nos banquetes e cerimônias. A Música era praticada em coletividade, inclusive com a participação feminina.
Na época do Império Antigo, a música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia.
No Império Médio conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar.
Alguns destes instrumentos foram encontrados em escavações de pirâmides, templos e túmulos subterrâneos do Vale dos Reis. Não foi encontrado nenhum texto que permita deduzir a existência de um sistema de notação e também não há textos sobre teoria musical. Aparentemente isso se deve ao fato de que os músicos não gozavam, entre os egípcios, do mesmo status que tinham entre os sumérios. Muitos afrescos mostram músicos sempre ajoelhados e vestidos como escravos. A posição subalterna não permitia a transmissão dessa arte pouco valorizada através dos textos.
A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com as sucessivas invasões, a música do Egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência.

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