sábado, 4 de maio de 2013

ARTE ROMANA

ARTE ROMANA
     
      A cultura romana se construiu mediante a influência de vários povos. Dos etruscos, por exemplo, assimilou principalmente a visão naturalista, na escultura, e a arte di construir arcos e abóbadas, na arquitetura.
      As criações romanas, a princípio, não foram muito além de bustos de antepassados mortos modelados em cera e de retratos realistas em bronze e mármore. Mas os relevos narrativos, como na Coluna de Trajano e no Arco de Tito. São importantíssimos. Além do valor estético e artístico, tem valor como documento histórico, por meio do qual, hoje, pode-se ter uma ideia de fatos e também de como os romanos viviam.
      A Coluna de Trajano é um edifício que se equipara a um prédio de dez andares. Foi construída no ano 113 em homenagem ao imperador Trajano. A superfície exterior é de mármore, onde foi esculpida uma espécie de pergaminho com 180 metros de comprimento com 2.500 figuras humanas. Essas figuras representam uma série de campanhas de conquistas e vitórias empreendidas por Trajano. No cimo da coluna existia uma estátua dourada de Trajano, que foi substituída no século XVI por uma estátua de São Pedro.
      Imperador Trajano: Marcos Ulpio Nerva Trajano foi um imperador romano de 98 a117 d.C. Militar e eficiente administrador. Expandiu as fronteiras do Império Romano obtendo riquezas incalculáveis que contribuíram para a efetivação de um grande programa de obras por todo Império.
      Na arquitetura romana, pode-se perceber o forte desejo de domínio e conquista, além da intenção de movimento expressa nas formas circulares. Isso foi possível porque os romanos substituíram os blocos de pedra pelo conglomerado de cimento, obtido de pequenos fragmentos de pedra calcária e ladrinhos triturados em misturados com uma argamassa de cal e areia (pozolana).
Para refletir:
·         Você concorda que, por meio da arte, é possível se conhecer a história de um povo? De que maneira?
·         Qual é a principal diferença entre a arquitetura romana e a grega?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

ARTE EGPÍPCIA

ARTE NA ANTIGUIDADE

Arte egípcia
            Civilização da Antiguidade, os egípcios se imortalizaram com sua fascinante história e, sem dúvida, com a arte de produziram. As obras de arte giravam em torno da religião e da vida após a morte.
            Os deuses estavam associados aos fenômenos cósmicos e terrenos. Ao faraó, que era considerado um deus vigente, cabia fazer a relação entre os homens e deuses.
            Os egípcios acreditavam na vida pós-morte, na qual as almas viviam como na Terra. Por isso, esse povo mumificava seus mortos para que eles pudessem viver na outra vida. As múmias eram colocadas num sarcófago preparado com cuidado, depois eram levadas para um túmulo, que se chamava mastaba, ou para o interior de uma pirâmide. Nas paredes desses túmulos, a vida do morto era representada em frisos superpostos ou em baixo-relevo. Essas representações tornaram possível o reconhecimento dos hábitos e do pensamento da civilização egípcia. Dentro dos túmulos, havia uma sala que se destinava a abrigar as estátuas do morto com a finalidade de conservar sua imagem, caso alguma coisa acontecesse com o corpo. Por isso, a temática na escultura e na pintura tendia ao realismo, o que, até certo ponto, garantia a identidade entre a imagem e a coisa representada. As figuras observavam a lei da frontalidade. Pode-se dizer que a representação dos faraós era um tanto estilizada, idealizada, enquanto os servidores eram retratados de maneira mais realista.
            A produção artística egípcia destacava-se na arquitetura e na escultura com seus templos e tumbas majestosas, repletas de esculturas de deuses e dos antigos faraós. O Egito deu ao mundo a primeira arquitetura inteiramente de pedra, a qual, durante séculos, serviu de modelo e de inspiração para outros povos.
            A arquitetura egípcia é composta de dois tipos de monumentos: os funerários e os religiosos. Dos monumentos funerários, faziam parte as pirâmides (usadas somente pelos faraós), as mastabas (usadas pelos nobres), os hipogeus (usados pelo povo). Dos religiosas, faziam parte o templo, o obelisco, a esfinge.
            As obras mais importantes dos egípcios foram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, localizadas na planície de Gizé.
            Podem-se destacar também os baixos-relevos, que são uma ligação entre a escultura e a pintura.
            A pintura, exceto durante o reinado dos Ptolomeus, sob a influência da Grécia, nunca se ergueu ao nível de arte independente: permaneceu, sim, como um acessório da arquitetura e da escultura, cabendo ao pintor preencher os espaços abertos pelo cinzel. As pinturas eram feitas nos monumentos funerários, nos papiros e nas paredes dos palácios.
            Durante o Reino Médio, pode-se encontrar a têmpera.
            Tanto a pintura quanto o relevo, no Egito, estavam a serviço da religião e poder.

Realismo; forma de representação em que a pessoa ou objeto observado é representado o mais próximo da realidade.

Lei da frontalidade: as figuras humanas são representadas com a cabeça, as pernas e os pés de perfil (lado), os olhos e o tronco de frente. Na estatuária, uma das pernas ficava à frente da outra (figura em pé). Quando sentada, a posição era rígida e ereta.

Idealismo: representa as pessoas, o mundo e as coisas melhor do que realmente são, buscando um ideal.

Obelisco: enorme monumento feito em uma única pedra pontiaguda.

Esfinge: escultura com cabeça humana e corpo de leão, que significa a união da inteligência com a força.

Cinzel: instrumento cortante utilizado para gravar ou esculpir.

Têmpera: mistura dos pigmentos com clara de ovo para facilitar a absrorção das cores na superfície dos objetos pintados.

            Características da arte:
  • Os monumentos e a maioria das esculturas tinham grande dimensão, dando a sensação de grandiosidade, de monumentalidade.
  • Predomínio do cheio sobre o vazio.
  • As representações das figuras humanas seguiam a lei da frontalidade e não apresentavam traços característicos de individuas concretos. Estes eram representados sempre em plena juventude.
  • A proporção das pessoas representadas variava em função da posição social: o faraó era representado bem maior que a esposa, vindo em seguida o sacerdote, o escriba, os soldados e o povo (este representado com mais naturalidade). Essa forma de representação é denominada de lei áulica.
  • As decorações eram feitas com hieróglifos, pinturas e relevos, sobretudo os baixos-relevos.
  • As figuras representadas eram rígidas, em absoluto repouso.
  • Convencionalmente, os contornos das figuras masculinas eram preenchidos com vermelho e, das femininas, com amarelo-ocre.
Predominância das formas piramidais e simétricas, buscando a simplificação das formas.

            Vinte séculos antes de Cristo, no Egito, utilizava-se a música em danças de luto ou de júbilo, em cantos de cerimônias diversas: adoração ao Sol, banquetes rituais, colheitas, etc. essa musica consistia e, cantos acompanhados de instrumentos.
            No Antigo e Médio Egito, a música era ligada com a tradição religiosa, sendo escolhidos músicos masculinos para tocar, cantar e dançar.
            A harpa e a flauta usadas nos ofícios religiosos acompanhavam o canto e, com palmas, formavam melodias suaves e comedidas.
            A música vocal era indispensável no culto.

            Para refletir

  • A que sentimentos a temática da arte egípcia estava voltada?
  • Por que os egípcios tomavam tanto cuidado com os corpos depois de mortos?
  • Como você definiria a lei da frontalidade?
  • Qual a diferença entre Realismo e Idealismo?
  • Qual é a maior contribuição da arte egípcia para a posteridade?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,




Arte Egípcia

Ao longo do rio Nilo e principalmente na região norte - o Delta -; e na região sul dos rios Eufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeiras civilizações. O rio, um verdadeiro oásis no deserto, foi essencial para a concentração de uma população mesclada entre mediterrâneos, asiáticos e africanos, que, principalmente a partir de 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreio suas principais atividades, guiadas pelas cheias do Nilo.
Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendo cada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (em especial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica.
A civilização Egípcia já era bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. Embora a arte egípcia tenha atingido proporções monumentais, sua subordinação à rigidez do regime teocrático fez com que a produção artística se desenvolvesse obedecendo convenções estéticas estritamente determinadas, pouco alteradas nos decorrer do milênio. Os faraós, chefes supremos e os sacerdotes, seus assessores diretos, acabavam sendo os únicos empregadores dos artistas, pela solicitação de encomendas e da orientação direta de seu trabalho.
A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.
Além de crer em deuses, que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.
A relação da arte egípcia com as atividades religiosas mortuárias fazia com que a demanda pela produção de imagens fosse consideravelmente grande. Contudo, o artista permaneceu por muito tempo no anonimato, situação essa que foi se modificando lenta e gradativamente, de modo que o Novo Império muitos artistas já pertenciam a classe social elevada, tendo sua individualidade mais valorizada.
A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses.
A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.
Mesmo a produção de objetos de luxo -- braceletes, colares, ou vestimentas com tecidos finos -- serviam para a distinção social e ao mesmo tempo utilizava-se de referências religiosas ou militares, ou seja, possuíam uma utilidade ideológica.
PINTURA

Isis: perceba a cor ocre que
 caracteriza a figura feminina.
As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vida e atividades diárias do falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis e divididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraós representados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado em vermelho, à mulher em ocre.
Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçada, pesca e o cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região, revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturas era a extrema importância dada ao colorido.

SÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS DA PINTURA:
· ausência de três dimensões;
· ignorância da profundidade;
· colorido à tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
· Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. DESENVOLVERAM TRÊS FORMAS DE ESCRITA:
- Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
- Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e
- Demótica - a escrita popular.
         Livro dos Mortos, ou seja, um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.


ARQUITETURA    
As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.
Os arquitetos que projetaram os grandes palácios e templos não pretendiam a fama, ou mostrar que eram mais engenhosos que outros. A dimensão do palácio, a altura de uma porta, possuía uma finalidade: mostrar àqueles que se aproximavam a grandiosidade do poder, ou seja, perto de um palácio ou templo o homem sente-se pequeno.
As características gerais da arquitetura egípcia são:
     - solidez e durabilidade;
     - sentimento de eternidade; e
     - aspecto misterioso e impenetrável.
As pirâmides tinham base quadrangular, eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.
Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos, divididos em três categorias:
Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó;
Mastaba - túmulo para a nobreza; e
Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.
Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
     -  Palmiforme - flores de palmeira;
     -  Papiriforme - flores de papiro; e
     -  Lotiforme - flor de lótus.

A ESCULTURA

A escultura egípcia pretendeu obter a eternização do homem.
Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.
A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.
As obras mais importantes conhecidas são os bustos da rainha Nefertite, considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Porém não foi sua beleza que inspirou os artistas da época, mas sua realeza.
 Na mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes e apesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de alguns reis foram preservados.
Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada a diversidade de povos que ocupou a região.

            DANÇA
No Egito, bem como em outras antigas civilizações, a dança tinha um caráter sagrado. Qualquer cerimônia, de casamento a funeral, era cheia de música e dança. Para garantir uma boa colheita, os participantes tocavam flautas, harpas, tambores, címbalos e tamborins, enquanto as mulheres dançavam para agradar aos deuses do Rio Nilo. Nos funerais, as dançarinas egípcias se destacavam por usar coroas vermelhas e roupas vistosas apropriadas para a cerimônia.
Diversos tipos de registros levam a crer que a dança egípcia era severa, angulosa, com alguns movimentos acrobáticos como a ponte: pés e mãos apoiados no solo sustentam o corpo arqueado. As imagens raramente indicam saltos. O acompanhamento musical era feito por flautas e tambores. A participação feminina predominava, pelo menos no que se refere à dança religiosa. Desenhos, altos-relevos, estátuas mostram dançarinas freqüentemente aos pares sobressaindo entre o grupo de instrumentistas. Por vezes, elas estão nuas ou usando apenas uma saia comprida cuja barra contém caprichosos desenhos geométricos. Seios de fora, olhos supermaquilados, adornos nos pulsos e tornozelos também são retratados na dança egípcia.
Dança do Ventre
A dança do ventre era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para servirem como canal da Deusa Hathor nos rituais religiosos e era realizada somente em templos, mas com o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreu uma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dos viajantes e mercadores. Em sua expansão pelo mundo, ela sofreu ao longo dos tempos diversas influências.
MÚSICA

Tanto na música religiosa, quanto na de guerra e mesmo na recreativa, os egípcios davam preferência às expressões elevadas e serenas, dando-lhes destaque no culto aos deuses, nos banquetes e cerimônias. A Música era praticada em coletividade, inclusive com a participação feminina.
Na época do Império Antigo, a música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia.
No Império Médio conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar.
Alguns destes instrumentos foram encontrados em escavações de pirâmides, templos e túmulos subterrâneos do Vale dos Reis. Não foi encontrado nenhum texto que permita deduzir a existência de um sistema de notação e também não há textos sobre teoria musical. Aparentemente isso se deve ao fato de que os músicos não gozavam, entre os egípcios, do mesmo status que tinham entre os sumérios. Muitos afrescos mostram músicos sempre ajoelhados e vestidos como escravos. A posição subalterna não permitia a transmissão dessa arte pouco valorizada através dos textos.
A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com as sucessivas invasões, a música do Egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência.

VIDEOS ARTE ROMANA

 
ARTE ROMANA
 
 
 
 
PARTE 1
 
PARTE 2

quinta-feira, 21 de março de 2013

ARTE RUPESTRE


ARTE PRÉ-HISTÓRICA

Há milênios, o homem passou a se diferenciar dos animais devido ao desenvolvimento de sua inteligência, e as marcas dessa passagem são a linguagem e a arte. Vamos mergulhar, então, nesse universo, conhecendo as diferentes etapas da manifestação artística pela qual a humanidade passou.

ARTE  NA PRÉ-HISTÓRIA

            Diversas pinturas foram descobertas no teto da gruta de Altamira, na Espanha, em 1879, a descoberta foi feita por Marcelino Sanz Sautuola e sua filha Maria, na época com 7 ou 8 anos, e revolucionaria a história da arte para sempre.

            Pesquisadores consideram que o surgimento da evolução artística se deu ao serem encontradas essas primeiras representações que datam de 30.000 a.C aproximadamente. Assim, entende-se que as primeiras obras de arte datam desse período. Entre as obras mais antigas já encontradas, estão pequenas estatuas humanas, como a  Vênus de Willendorf (aproximadamente 25.000 a.C).

            Os conjuntos de pinturas em cavernas são chamados de arte rupestre. Os mais conhecidos estão em Altamira (datam de 30.000 a.C a 12.000 a.C) e na localidade francesa de Lascaux (datam de 15.000 a.C a 10.000 a.C). Nesses dois locais encontram-se muitas pinturas rupestres de animais pré-históricos. As imagens demonstram naturalismo e evoluem da monocromia à policromia entre os anos de 15.000 a.C e 9.000 a.C.

PALEOLÍTICO

            Nesse período, o homem era um caçador nômade, ou seja, que se deslocava constantemente em busca da caça para manter sua sobrevivência. Pinturas dessa época encontradas nas cavernas do Norte da Espanha e Sudoeste da França sempre aguçaram a curiosidade da humanidade. Duas grandes correntes de historiadores levantam teorias deferentes em relação a finalidade dessas pinturas: para uma dessas teorias, o homem teria feito tais representações para registrar suas ações do cotidiano, suas caçadas, suas vitórias, enfim, seu modo de vida; de acordo com a teoria de outra corrente de historiadores, que é a mais aceita, o homem pré-histórico fazia suas representações buscando  dominar forças que ainda não podia explicar, de modo que essas pinturas passavam a servir de culto mítico. As pinturas representavam animais caçados sobre eles, homens atiravam flechas, acreditando que tal procedimento poderia assegurar uma caça mais eficiente. Segundo esse pensamento, representar uma imagem significa dominá-la, trazê-lo ao alcance. Ao representar os animais caçados, o homem assegurava o domínio sobre eles. Outro fator que reforça essa teoria é a localização das pinturas rupestres no fundo das cavernas, em locais de difícil acesso.


CARACTERÍSTICAS DA ARTE

- As pinturas eram desprovidas de volume e representadas de perfil, não apresentando perspectiva.

- As representações eram naturalistas em forma de contorno.

- As artes predominantes nesse período foram a pintura e a gravura.

- Naturalismo: ao representar um objeto, o artista busca semelhança convincente com as aparências reais e, por meio da técnica, faz a obra parecer o que não é, tenta fazer a obra ser a realidade, e não a representação.

- Desse período, as únicas representações da figura humana encontradas em todo continente são figuras de mulheres nuas, talhadas em pedra, marfim ou osso, que representam simbolicamente a fecundidade feminina.

- Arquitetura: o homem utilizava-se das cavernas naturais e, com o tempo, passou a abri-las artificialmente. Em e outro momento, o homem do paleolítico passou a construir dolmens, menires, cromlechs e navetes.

Dólmen: monumento megalítico que se construía com uma pedra no horizontal pousada sobre uma ou mais pedras na vertical.

Menir: grande pedra fixada verticalmente no solo, que pode se tratar de um monumento religioso, segundo alguns historiadores.

Cromlech: várias pedras na vertical, postas lado a lado, geralmente em círculo, e sobrepostas com pedras na horizontal abertas na extremidade. Provavelmente, era utilizado como túmulo.

Navete: túmulo construído em pedra, fechado em forma de nave.

NEOLÍTICO

            Nesse período, o homem deixou de ser nômade e passou a se fixar em um lugar. A base da economia, além da caça, também era a agricultura. Por passarem a viver em grupos maiores, que lembram cidades, a arte ligou-se s ideia de comunidade. Com o domínio do fogo, o homem começou a endurecer o barro e a trabalhar com a cerâmica, tanto de forma artística quanto utilitária.

CARACTERÍSTICAS DA ARTE

- Na cerâmica, apresentavam-se a geometrização e a estilização. Os motivos eram desenvolvidos por cada grupo, porém destacavam-se  características individuais dentro do próprio grupo.

- Figuras humanas associadas a animais apareceram em cerca de 6.000 a.C.; mesmo assim , não exerciam papel importante.

-Utilizava-se o estilo raio X nas representações, desenhando-se os órgãos internos dos animais.

- O homem desse período serviu-se da intuição estética sem ter consciência desta. O belo apareceu-lhe espontaneamente. Em busca do domínio da natureza, o homem a representava de forma naturalística.

Geometrização: a geometrização das figuras é realizada de forma intuitiva e abstrata, derivando de uma experiência visual única e individual, baseando-se essencialmente nos efeitos provocado pela luz e pela sombra. Não se detém à representação da natureza da forma como esta se configura na realidade.

Naturalista: busca estética em reproduzir a natureza com fidelidade. Porém nem sempre  essa busca implica em cópia fiel, mas na interpretação pessoal do artista.

NO BRASIL

            Estudos apontam a existência de pinturas rupestres de cerca de 10.000 a.C no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.

            Porém muitos desconhecem o fato de que já foram encontradas, em inúmeros sítios arqueológicos, diversas manifestações da arte rupestre, sendo que os locais mais conhecidos se encontram nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.

PARA REFLETIR

1.      Por que é difícil saber quando surgiram as primeiras manifestações artísticas?

2.     O que caracteriza a arte rupestre?

3.     Descreva as características pictóricas da arte rupestre.

4.     Qual era a função dos primeiros objetos utilizados pelo homem?

5.     A geometrização ressurge em outro momento da história da arte, na estética cubista. Como você descreveria esse fato?

6.      Como você descreveria o efeito raio X, encontrado nas representações pictóricas do Período Neolítico?







sábado, 17 de novembro de 2012

RENASCIMENTO


RENASCIMENTO

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do Iníciom (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. 

Características gerais: 

• Racionalidade 
• Dignidade do Ser Humano 
• Rigor Científico 
• Ideal Humanista 
• Reutilização das artes greco-romana 

ARQUITETURA
Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. 
“Já não é o edifício que possui o Iníciom, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura) 

Principais características:

• Ordens Arquitetônicas 
• Arcos de Volta-Perfeita 
• Simplicidade na construção 
• A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas 
• Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares) 

O principal arquiteto renascentista: 

Brunelleschi
- é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. 

PINTURA
Principais características: 

• Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria. 
• Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. 
• Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o Iníciom como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. 
• Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo. 
• Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes. 
• Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. 

Os principais pintores foram: 

Botticelli
- os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. 

Leonardo da Vinci
- ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. 

Michelângelo
- entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do Iníciom. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família 

Rafael
- suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. 

ESCULTURA
Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze. 

Principais Características: 

• Buscavam representar o Iníciom tal como ele é na realidade 
• Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade 
• Profundidade e perspectiva 
• Estudo do corpo e do caráter humano

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles: 
• Dürer | • Hans Holbein | • Bosch | • Bruegel 

Para seu conhecimento
- A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o Conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder a eleição do próximo. Lareira que produz fumaça negra - que o Papa ainda não foi escolhido; fumaça branca - que o Papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro, no Vaticano 

- Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia. 

- Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta, etc. 

- Quando deparamos com o quadro da famosa MONALISA não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para a frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para a frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.