domingo, 28 de outubro de 2012

EXPRESSIONISMO


Expressionismo
            O termo “expressionista” surgiu pela primeira vez na Alemanha, entre 1904 e 1905, com o grupo Die Brücke (A Ponte).
            O principal precursor desse movimento foi o holandês Vincent Van Gogh, que com suas linhas e cores já representava os sentimentos humanos.
            Afirma-se que esse estilo surgiu num período entreguerras (Primeira e Segunda Guerra Mundial) e refletiu a angústia e a instabilidade do momento. Em oposição ao Impressionismo, o que importava para o movimento expressionista era a expressão dos sentimentos humanos. A temática referia-se ao amor, ao ódio, ao medo, à miséria, à solidão, à angustia...
MUNCH, Edward. O grito. 1893.
            Na década de 40, em Nova Iorque, surge uma expressiva retomada do movimento expressionista por vários pintores, destacando-se Jackson Pollock, Fhilip Guston e Willem de Kooning que deram início ao Expressionismo  abstrato.
CARACTERÍSTICAS DA PINTURA
            - Grande importância para a utilização da linha.
            - Dramaticidade das cores.
            - Exagero das expressões (deformação).
            Os principais representantes das arte plásticas foram: Edward Munch, EmilNolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon.
NO BRASIL
            No Brasil, Lasar Segall é considerado o representante mais expressivo desse movimento.
SEGALL, Lasar. Favela I. 1954-1955.
            Destacou-se ainda, no Expressionismo, Candido Portinari, autor de telas e murais que representavam a vida social brasileira da época, o trabalho escravo, a seca, a fome, seguindo, a partir dos anos 1950, para a abstração formas ou geométrica.
PARA REFLETIR
QUAIS SÃO AS DIFICULDADES DE SE EXPRESSAR OS SENTIMENTOS HUMANOS?
VOCÊ CONCORDA QUE O PERÍODO TURBULENTO ENTRE AS DUAS GRANDES GUERRAS INFLUENCIOU A ARTE DESSE PERÍODO?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

FAUVISMO


Fauvismo
            Por volta de 1904, sob a influência dos pós-impressionistas e do pintor Cézanne, um grupo de pintores se reuniu em busca de uma linguagem pictórica mais livre, longe da proposta do academismo.
            Diferente de outro movimentos artísticos, o Fauvismo não instituiu regras a serem seguidas, cada pintor desenvolvia sua técnica com características próprias, tendo, entretanto, em comum, a paixão pela cor e o desejo de trabalhar a natureza com total liberdade.
            A denominação Fauves (feras) foi dada pelo crítico francês Louis Vauxelles, por ocasião de exposição que fizeram em 1905. segundo o crítico, as obras pareciam pintadas por feras, referindo-se à intensidade das cores puras, que eram usadas sem misturas ou matizes.
CARACTERÍSTICAS DAS ARTE
            - Rejeição às convenções.
            - Valorização das linguagens pessoais.
            - Uso de cores matizadas ou saturadas.
            Alguns pintores do Fauvismo: Henri Matisse, Derain, Manguin, Puy, Rouault, Valtat, Maurice Vlaminck.
MATISSE, Henri. Retrato de Madame Matisse. 1913.
            Henri Matisse (1869-1954) foi o pintor mais característico desse movimento. Em sua concepção, a cor não deveria ser descrita segundo a cor real do objeto, mas devia ocupar lugar na tela de acordo com seu valor em ralação a outras cores e ao espaço ocupado. Matisse eliminou as sombras e as substituiu por cores puras.
PARA REFLETIR
O QUE VOCÊ ENTENDE POR REJEIÇÃO ÀS CONVENÇÕES?
POR QUE MOTIVO ESSE MOVIMENTO FOI DENOMINADO DE FAUVISMO?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

IMPRESSIONISMO


IMPRESSIONISMO
           
            Movimento das artes plásticas que se desenvolveu na pintura entre 1870 e 1880, na França, e influenciou a música também. Foi o marco da arte moderna porque constituiu o início do caminho rumo à abstração, influenciando profundamente a pintura e marcando as grandes tendências da arte do século XX.
            Os artistas desse período retrataram paisagens urbanas e suburbanas, sem preocupação com denúncias sociais. A diferença entre o Impressionismo e outros movimentos está na abordagem estética: os impressionistas pareciam apreender o instante em que a ação se passava e criavam novas maneiras de captar a luz e as cores. Em suas telas, tentavam retratar o instante de algo em permanente mutação. Esse movimento recebeu influência direta da fotografia, nascida em 1827.
DEGAS, Edgar. Pequena bailarina de 14 anos. 1879-1881.
            Principais artistas do Impressionismo: Manet, Renoir, Degas, Seurat.
MONET, Claude. Impressão, nascer do sol. 1873.
            A  primeira exposição pública impressionista foi realizada em abril de 1874, em Paris. Entre os artistas que participaram da exposição, estava Claude Monet, autor de “ Impressão, nascer do Sol” (1873), tela que deu nome ao movimento.
            Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, aos artistas impressionistas deram a maior importância à luz natural.
CARACTERÍSTICAS DA PINTURA
            - Ao pintar deveriam-se registrar as tonalidades que os objetos adquiriam ao refletir a luz solar num determinado momento, visto que as cores da natureza se modificam constantemente dependendo da incidência da luz do sol.
            - As figuras não apresentavam contornos nítidos, pois alinha era considerada como uma abstração do ser humano para representar imagens.
            - As sombras apresentavam-se luminosas e coloridas.
            - Eliminação de contornos rígidos.
            - Manchas sugerindo formas.
            - Pinceladas soltas e irregulares.
            - Uso das cores puras e com mais luminosidade.
            - Temática principal: a paisagem
            - Perspectiva obtida pela gradação de tons.
NO BRASIL
VISCONTI, Eliseu. Gioventù. 1898.
            Destacam-se os artistas: Eliseu D’Angelo Visconti, Almeida Júnior, Timótheo da Costa, Henrique Cavalheiro e Vicente do Rego Monteiro.
PARA REFLETIR
PARA VOCÊ, QUAL A IMPORTÂNCIA DA LUZ PARA A PINTURA?
A DENÚNCIA SOCIAL DEIXOU DE SER TEMA DA ESTÉTICA IMPRESSIONISTA, SENDO ASSIM VOCÊ CONSIDERA ESSE MOVIMENTO FÚTIL OU IMPORTÂNTE? POR QUÊ?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

REALISMO


REALISMO
            O realismo (1848-1875) destacou a realidade física por meio da objetividade científica e crua. As obras se inspiravam na vida cotidiana e na paisagem natural.
             Apareceram fortes críticas sociais e elementos do erotismo, que provocaram a reação dos setores conservadores da sociedade européia do século XIX. Mulheres nuas passaram a ser retratadas e escandalizaram o público.
MANET, Edouard. Almoço na relva.1863.
            Principais pintores: Courbet, Daumier, Manet.
            O pai da Arte Moderna
            No passado, Manet foi incluído no termo abrangente de Impressionismo, mas sua arte é mais realista do que impressionista, foi a atitude de Manet que influenciou o grupo de pintores mais jovens que vieram a ser conhecidos por impressionista. Eles também foram afetados pelo seu uso radical das cores fortes e lisas, pelas pinceladas interrompidas, pela frieza das luz natural e pelo aspecto geralmente em bruto dos seus trabalhos.
PARA REFLETIR
VOCÊ APRECIA OBRAS QUE RETRATAM O EROTISMO/ POR QUE?
E OBRAS QUE REALIZAM CRÍTICAS SOCIAIS?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

NEOCLASSICISMO E ROMANTISMO


NEOCLASSICISMO E ROMANTISMO
            O estilo neoclássico do século XVIII (1750 1820) veio contestar as fórmulas do Barroco e do Rococó, ao retomar como base a antiguidade clássica e fazer uma releitura da temática Greco-romana com a visão do novo século.
            Os ideais iluministas defendidos por Voltaire, Rousseau, Montesquieu e Diderot, que incluíam liberdade e igualdade para todos os homens, com base na razão, influenciaram a arte. Assim, a renovação do clássico estava apoiada em três bases: razão, ciência e técnica.
            A arte neoclássica foi apoiada tanto por Luís XVI quanto por Napoleão Bonaparte, que se dizia descendente direto dos césares. Com i Império de Napoleão e a Revolução Francesa, a arte respeitou os interesses da burguesia manufatureira e mercantilista. O pintor oficial da corte de Napoleão foi Jacques-Louis David, que retratou a Revolução e o Império.
            A arquitetura ficou marcada por traços de ostentação.
            Na música, os compositores passaram a buscar a perfeição da forma e sua pureza por meio da técnica. Os compositores mais importantes foram: Haydn (1732-1809), Mozart (1756-1791) e Beethoven ( 1770-1827).
DAVID,Jacques-Louis.
                                                                O Jurameto dos Horácios  1784.

                        NO BRASIL
            Esse estilo apareceu no Brasil em 1816 e permaneceu até o início do século XX D. João VI pediu à Missão Artística Francesa que viesse ao Brasil e instituísse o ensino oficial das artes em terras brasileiras. Vários artistas que formavam essa missão eram neoclássicos.
            Na pintura, destacaram-se: Pedro Américo, Victor Meireles, Araújo Porto Alegre.
            Na escultura: Augusto Maria Tonay, Hildegardo Leão Veloso e Rodolfo Bernadelli.
            Na arquitetura: José de Magalhães e José Maria Jacinto Rebelo.
            Na música: D. Pedro I e Francisco Manoel da Silva.
            No auge do Neoclassicismo, passou-se a aceitar o belo como um ideal, único, absoluto e divino, devendo ser igual para todos, fixo.
AMÉRICO,Pedro. Batalha do Avaí 1872-1877

            As representações no Romantismo (1790-1850) passaram a exprimir emoções comuns a todos os homens. A emoção predominou sobre a razão, fazendo surgir o individualismo. O artista passou a expressar as próprias idéias. Contrariando o Neoclassicismo, os artistas não se interessavam em imitar a obras clássicas. O Realismo surgiu nas reconstituições de fatos históricos ou contemporâneos para retratar, ilustrar e garantir o registro desses fatos para a posteridade. O  homem assumiu uma posição de superioridade na natureza, então muito representada.
            No estilo romântico, o belo deixou de ser universal e assumiu caráter individual e transitório. Individual porque surgiu de uma relação do artista com a obras e, ao mesmo tempo, do espectador com a obra. E transitório porque o pensamento que vigorava era o da revolução e transformação quer da natureza, que da sociedade.
            Na pintura, a composição tornou-se mais livre, a cor passou as ser usada com mais audácia, com predominância do vermelho, contrastes de luz e sombra, pinceladas livres e irregulares com tinta empastada.
            Os principais artistas da pintura foram: Constable, Turner, Dlacroix (1798-1863), Gericault (1791-1824), Daumier e Goya.
            Na escultura, surgiu o movimento com o alto-relevo. François Rude (1784-1855) de David d’Angers (1788-1856) foram seus representantes.
            Na música, pode-se  apontar Schubert (1797-1828), Schumann (1810-1856), Chopin (1810-1849), Berlioz (1803-1869), Wagner (1813-1883), Brahms, Mendelssohn, Grieg, Verdi, Carlos Gomes, Strauss, Beizet, Puccini, Rossini, Gounoud, Tchaikovski e Liszt.
DELACROIX,Eugene. Árabes em escaramuças nas montanhas. 1863.
            PARA REFLETIR
NOMEIE AS DIFERENÇAS PERCEBIDAS ENTRE A ESTÉTICA NEOCLÁSSICA E A ROMÂNTICA.
COMO VOCÊ DESCREVERIA UM ALTO RELEVO?

Texto extraído do livro Arte e caminhos: metodologia; ensino fundamental /Cíntia Maria Honório . – Curitiba: Base Editorial,

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

LINHA DO TEMPO DA ARTE CRISTÃ

IDADE ANTIGA
Séc. I     Arte paleocristã: da pintura das catacumbas a basílicas.

Séc. IV   Arte bizantina:  Arquitetura religiosa monumental, mosaicos grandiosos.

IDADE MÉDIA
Séc. XI   Arte românica:  Reflete o temor a Deus e o respeito à igreja. A escultura torna-se tão importante quanto a arquitetura.

Séc. XII   Arte gótica:  Surge no período em que se estabelecem as fronteiras das nações. As catedrais se erguem por cimade todos os outros edifícios das cidades. A pintura tem como característica o volume e a profundidade. Surgem a pintura mural e a técnica do vitral.

ARTE ISLÂMICA

ARTE ISLAMICA



         O Islamismo é a religião formulada por Maomé e que propagou-se a partir da Arábia desde o século VII. Apesar de considerada uma religião sincrética, formada a partir de elementos cristãos e judaícos, na verdade temos uma religião original, que procurou responder aos anceios dos povos daquela região, incorporando principalmete elementos da cultura dos povos beduínos e algumas característica de outras religiões.
         Na arte, percebemos tanto as influências dos povos pré-islâmicos, como também de uma nova cultura, forjada com a construção de importantes dinastias, poderosas e vinculadas diretamente ao elemento religioso.
         As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente condenado é a idolatria e o culto de imagens.
         O termo  "arte islâmica", não significa,  uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Mas sim uma unidade criativa de arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo.
         O crescimento da Arte Muçulmana é um dos mais rápidos progressos jamais registrados pela História. A base da arquitetura islâmica vem da herança mediterrânea praticada por gregos e romanos mesclada à influência do Império Sassânida na Pérsia e, posteriormente da renovação trazida por invasores turcos e mongóis que trouxeram influências novas.
         De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade surgiu, de imediato, uma arte rica e variada.
         A fórmula desta nova Arte era com alegria modificada e enriquecida pelos diversos povos que faziam parte da Comunidade Islâmica de acordo com os seus gênios nativos e as influências exteriores a que tinham estado sujeitos.
         A inteligência abstrata dos homens do deserto encontra a sua expressão nas linhas geométricas do arabesco; os floridos azulejos esmaltados de Isphahan refletem os sonhos poéticos do Iran.





ARQUITETURA


         No campo das artes os árabes distinguiram-se principalmente na arquitetura.
Construíram palácios e mesquitas. A principal característica  arquitetônica  são as  numerosas colunas  esguias, os  arcos  em ferradura, cúpulas, decoradas por mosaicos e arabescos.
  
         A construção foi concebida pelos Árabes inserida no espaço circundante, assim também se encontravam dispostas as tendas dos beduínos.
         No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
         A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma.
  
         As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.
 
         Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade.
 
         Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
         Com os Turcos e os mongóis, a importância do jardim em relação ao edifício que se erguia no meio dele era acentuada e o grande palácio era preferencialmente construído como um conjunto de pequenos pavilhões dentro de um jardim com uma planta rigorosamente estudada.
  
         Existe uma relação constante entre o meio ambiente natural e o ambiente arquitetado, que se inseria no habitat graças ao caráter marcadamente pictórico (alegre e aberto e não sólido e fechado), por vezes com a ajuda da ornamentação, que pode recobrir todas as superfícies, contribuindo par mascarar a estrutura do edifício sem nunca criar um ponto focal ou centro que chamasse as atenções. Esta tendência para evitar os elementos salientes determinou as ornamentações "de friso contínuo", motivo basilar da arte Islâmica não só na arquitetura, como também em quase em todas as expressões. 

         A Arquitetura Islâmica pode ser dividida por finalidade em duas categorias: a civil e religiosa.


Ø  Religiosa

         A arquitetura religiosa é composta no islã por cinco edifícios principais: a Mesquita, o Minarete, a Madrassa, os conventos fortificados e o mausoléu funerário.
         As Mesquitas eram utilizadas para diversos outros fins além de reunir os fieis para orações: administração da justiça, ensino, como abrigo para sábios em peregrinação, refugio para os perseguidos. Em muitos casos, de fato, sobretudo nas aldeias, elas eram usadas para hospícios, cozinhas públicas e hospitais. 
  
Ø  Civil

         O tipo de organização social Islâmica deu lugar a uma série de edifícios com caráter fixo. No que toca à arquitetura civil, os palácios dos soberanos foram construídos inicialmente, na época Omeiade, no deserto, segundo uma planta com pátio interior. Com os Abássidas, vieram a ser construídos nas cidades e foram muitas vezes agregados às Mesquitas, mantendo, geralmente, a planta com pátio interior.
A partir da época Safávida, foram constituídos por uma série de pequenos pavilhões, inseridos num jardim. Outros edifícios civis são os locais de acolhimento para repouso, construídos nos locais de paragem e muitas vezes fortificados, os banhos (hamman), os hospitais públicos (maristan) e os bazares ou mercados cobertos (suq), que eram conjuntos delimitados, contendo também as lojas dos mercadores e que fechavam durante a noite.
         É um caso à parte a construção civil Turca, na qual, para enfrentar os terremotos, predominavam as estruturas lineares, em especial nas partes superiores dos edifícios. Tal predomínio é testemunhado com segurança pelo menos desde o século XVIII, quando a madeira tinha vasta utilização também no interior das partes em alvenaria. 
         As casas de habitação eram, diferentes segundo a localidade, condições climáticas e tradições locais. 

PINTURA


         A pintura islâmica não foi usada, como no cristianismo, para decorar os edifícios religiosos. Empregava-se unicamente nas residências e alguns prédios públicos. Foram feitos afrescos mas pouca coisa foi conservada até hoje. O estilo é estático e sem profundidade. De fato, a pintura nem de longe tem a importância que se da a caligrafia e a cerâmica.